Coordenador do Centro de Contingência de SP critica novo ministro: “Descarta lockdown”

Anita Efraim
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The Executive Secretary of the coronavirus containment committee of Sao Paulo, Joao Gabbardo, speaks during a press conference at the headquarters of the Butantan Institute in Sao Paulo, Brazil, on November 10, 2020 amid the COVID-19 pandemic. - The National Health Surveillance Agency (ANVISA) suspended clinical studies involving the vaccine against COVID-19 CoronaVac, which has been tested by the Butantan Institute in partnership with the Chinese pharmaceutical company Sinovac. The immunizer is at the centre of a political dispute between President Jair Bolsonaro and the governor of Sao Paulo, Joao Doria. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
O médico João Gabbardo é coordenador do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo (Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images)

João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, fez críticas ao novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga. Ele aconselhou que o novo ministro não se posicione contra um lockdown, ou seja, um confinamento nacional.

Gabbardo afirmou o ministro deve encontrar os piores números da pandemia ao assumiu a pasta. “Novo ministro assume falando na possibilidade do uso de cloroquina e etc.., descarta lockdown. Hoje, 16/3, quando assumir vai se deparar com os piores números da pandemia. Recorde de óbitos hoje será em alta escala”, escreveu o médico nas redes sociais.

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Coordenador do Centro de Contingência do coronavírus no estado de São Paulo, Gabbardo deixou uma sugestão: “Não se posicione contra o lockdown nacional”.

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Em entrevista à CNN Brasil, Queiroga disse que lockdown só deve ser aplicado em “situações extremas” e “não pode ser política de governo”. O novo ministro da Saúde afirmou que é preciso olhar para a economia.

Sobre o chamado tratamento precoce, ou seja, o uso de medicamentos como a cloroquina a ivermectiva, Queiroga opinou que os médicos devem ter autonomia para escolher. Os dois remédios já se provaram ineficazes na prevenção e tratamento do coronavírus.

“Isso é uma questão médica. O que é tratamento precoce? No caso da covid-19, a gente não tem um tratamento específico. Existem determinadas medicações que são usadas, cuja evidência científica não está comprovada, mas, mesmo assim, médicos têm autonomia para prescrever”, declarou.