Contra Bolsonaro, João Vicente defende educação sexual nas escolas: "Ninguém quer crianças falando de sexo"

Resumo da notícia:

  • João Vicente de Castro deu um depoimento a favor da educação sexual nas escolas

  • O ator foi contra o discurso do governo de Jair Bolsonaro, que considera educação sexual como uma perversão

  • "Ninguém quer ensinar sexo para crianças", explicou

Durante o 'Papo de Segunda' no GNT, João Vicente de Castro deu um depoimento a favor da educação sexual nas escolas, e deixou claro que é preciso dar ferramentas para que crianças e adolescentes se protejam de estímulos sexualizantes. No Brasil, o governo de Jair Messias Bolsonaro tenta proibir a educação sexual nas escolas, afirmando que se trata de um projeto da esquerda para "corromper" a juventude e ensinar sexo para os jovens.

"Ninguém está querendo que as crianças falem sobre sexo ou sejam sexualizadas, mas as crianças e adolescentes precisma ter ferramnetas para entenderem e não terem esse gap do total desconhecimento ao momento em que elas começam a ser expostas a 20 mil estímulos sexualizantes, tipo filme pornô. A gente começa a ver filme pornô com 9, 10 anos. Daí a gente olha o homem transando que nem uma picareta, um britadeira, e acha que aquilo é sexo. Se a gente tivesse um pouco mais de informação, entenderíamos que isso não é sexo", explicou.

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O Brasil é um dos países com mais denúncias e violações ao Estatudo da Criança e do Adolescente na América Latina, e projetos como a educação sexual nas escolas ajudam os jovens a conseguirem denunciar com mais facilidade casos de assédio sexual e abuso.

O Brasil registrou, nos primeiros seis meses de 2021, uma média de 282 denúncias de crimes contra crianças e adolescentes por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). A maior parte delas (121) é de maus-tratos, e 52 são de abuso sexual, como estupro ou assédio. E o cenário pode ser ainda pior: para especialistas, os dados oficiais são subnotificados.

Desde que a pandemia começou, em março de 2020, o número de denúncias caiu de 29 mil no primeiro trimestre para 20 mil nos últimos três meses do ano. Em 2021, voltaram a subir, e atingiram 25 mil entre abril e junho.

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