Conta de apagão no Amapá será repassada ao consumidor

Colaboradores Yahoo Notícias
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A Polícia Civil do Amapá informou nesta quarta-feira (11) que um laudo preliminar realizado no transformador que pegou fogo em uma subestação em Macapá descartou que um raio tenha sido o causador do incêndio.
A Polícia Civil do Amapá informou nesta quarta-feira (11) que um laudo preliminar realizado no transformador que pegou fogo em uma subestação em Macapá descartou que um raio tenha sido o causador do incêndio.

A conta de luz de todos os consumidores do país ficará mais cara para custear parte das despesas com o socorro energético ao Amapá, que vive um apagão desde 3 de novembro após um incêndio na principal subestação do estado.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o montante será usado na contratação emergencial de usinas térmicas para o restabelecimento do serviço no estado. Os custos serão embutidos na conta de luz por meio do Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que serve para manter a estabilidade do sistema elétrico.

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A conta será dividida entre os consumidores atendidos pelas distribuidoras, como os residenciais, e pelos que operam no mercado livre, como indústrias. O saldo dependerá da quantidade de energia, do tempo que o acionamento será necessário e do custo do combustível que será usado pelas usinas.

A medida está prevista em portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia. Diante da situação de calamidade pública no Amapá, o governo federal deu aval para a Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás, atuar no restabelecimento do serviço. A pasta autorizou a empresa a contratar “de forma célere, excepcional e temporária” até 150 MW por até seis meses ou quando houver reconhecimento de condição satisfatória de atendimento ao Estado.

Até setembro, os consumidores pagaram R$ 457,5 milhões em encargos de serviços do sistema. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o valor está abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano passado, de R$ 1,574 bilhão. Neste caso, a redução se deve a forte queda da demanda por energia durante os primeiros meses da pandemia do novo coronavírus, que reduziu a necessidade de térmicas em funcionamento no país.

O Ministério de Minas e Energia conta com a contratação emergencial para suprir totalmente o fornecimento de energia no Amapá até a próxima semana. De acordo com a pasta, cerca de 80% do serviço já foi restabelecido. Pela portaria, a Eletronorte está autorizada a contratar imediatamente 40 MW de geração.