Conselho gestor do Cruzeiro esperava eleição logo e mostra irritação com demora

Presidência do Cruzeiro caiu no colo de Dalai Rocha após renúncias (Fernando Moreno/AGIF)

No dia 20 de dezembro do ano passado a diretoria encabeçada por Wagner Pires de Sá renunciou, deixando a presidência do Cruzeiro com Dalai Rocha, então presidente do conselho deliberativo, após Zezé Perrella se afastar do cargo. Dar início à reconstrução do clube, afundado em dívidas e rebaixado no Campeonato Brasileiro, e convocar novas eleições são algumas das tarefas do mandatário celeste. De acordo com a ata da renúncia, o novo pleito deve acontecer em maio. No entanto, existia a expectativa de antecipação da eleição por parte do conselho gestor do Cruzeiro.

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Embora seja o presidente do Cruzeiro em exercício, Dalai Rocha delegou funções dentro do clube. Foi montado o Núcleo Dirigente Transitório, para cuidar do futebol e da reestruturação financeira da Raposa. No fim do ano passado, logo após ser montando o conselho gestor, alguns membros procuraram Dalai para que a eleição fosse antecipada, por causa da situação crítica que o clube se encontra. Escolher um novo presidente em fevereiro e não mais em maio encontrou apoiadores também no conselho deliberativo.

Porém, por enquanto, pouco avanço aconteceu neste sentido. E isso causa irritação entre membros do conselho gestor e também entre alguns conselheiros. A avaliação é de que o clube está sem representante legal para algumas situações, para marcar presença na Federação Mineira de Futebol (FMF) e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por exemplo.

A irritação chega a ponto de ter quem veja que Dalai Rocha está curtindo a cadeira de presidente do Cruzeiro e, por isso, não dando a agilidade necessária para que uma nova eleição aconteça o mais rápido possível.

Cruzeiro terá duas eleições em 2020

A renúncia de Wagner Pires de Sá e seus vice-presidentes causa uma situação inusitada para o Cruzeiro, que vai escolher dois presidentes neste ano. O primeiro terá um mandato tampão, para completar o triênio da antiga diretoria, que foi eleita em outubro de 2017 para comandar o clube de 2018 até o fim de 2020.

A duração desse mandato tampão vai depender de quando será marcada a nova eleição, se em maio, como estava previsto, ou algum tempo antes, como deseja parte do Núcleo Dirigente Transitório. Já em outubro, como prevê o estatuto do clube, será escolhida a direção para o triênio 2021/2023.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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