Conselho de Enfermagem de SP irá apurar denúncia feita por Klara Castanho

Conselho de Enfermagem de SP irá apurar denúncia de ameaças feita por Klara Castanho (Foto: Globo/Paulo Belote)
Conselho de Enfermagem de SP irá apurar denúncia de ameaças feita por Klara Castanho (Foto: Globo/Paulo Belote)

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) irá apurar a denúncia feita por Klara Castanho, de que teria sido ameaçada por uma enfermeira para entregar informações sobre a entrega para adoção do bebê fruto de estupro sofrido por ela. A atriz revelou o acontecimento em um desabafo nas redes sociais na noite de sábado (25).

"O Coren-SP, assim como a sociedade brasileira, tomou ciência neste final de semana da situação exposta por atriz, que menciona, em uma carta aberta, ter sido alvo de ameaça de uma enfermeira e a seguinte confirmação por colunista da imprensa a respeito de informações sobre a entrega para adoção de um bebê fruto de um estupro", diz o comunicado do conselho, divulgado no Instagram.

"Compete ao Coren-SP apurar as situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem", continua o texto.

"Nesse sentido, o conselho seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos."

A nota termina com uma mensagem solidária a Klara Castanho "e reafirma seu compromisso cotidiano com a ética profissional da enfermagem e com a segurança da assistência prestada pela categoria."

Entenda o caso

A atriz Klara Castanho, 21, divulgou em seu Instagram uma carta aberta em que relata um estupro sofrido e o processo de adoção do bebê resultado da violência. No texto, Klara relata que não estava em sua cidade, nem próxima de amigos e familiares. Inicialmente, não teria percebido que, do estupro, resultou uma gravidez indesejada. Em outro trecho, ela fala sobre o processo de manter a gestação e realizar a adoção legal do bebê, conforme prevê a lei.

"A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai/e ou mãe não depende tão somente da condição econômico-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura", escreveu.

Klara também fala que, enquanto ainda estava no hospital, foi abordada por um colunista que sabia da gravidez, mas não do estupro. Poucos dias após o parto, ela disse ter sido procurada por outro colunista.

O que motivou a divulgação da carta nesse momento, segundo a atriz, foi a repercussão de "pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma" que ela sofreu.

A polêmica teria sido causada após Antonia Fontenelle, 49, expor a situação que seria da atriz, mas sem revelar o nome. Ela comentava o caso de uma criança de 11 anos que realizou um aborto nesta semana em decorrência de um estupro.

Antonia criticou a quem chamou de "atriz da Globo, ela tem 21 anos de idade", e disse que as informações que tinha sobre o caso eram de um colunista, que contou a ela sobre a situação. "Na hora de pegar uma criança, parir e jogar no mundo, que não sabe nem o que vai acontecer, aí não tem religião certa, aí pode", disse.

"Não ouse me ligar chorando! Eu não vou dar seu nome porque eu não tenho esse direito, mas não ouse me ligar chorando, porque eu posso perder a paciência e dar seu nome", afirmou Antonia em transmissão no YouTube.

Com informações da Folhapress

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