Conheça as tendências dos ambientes que serão apresentados na Casa Cor Rio

Lívia Breves
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Nunca se esteve tão dentro de casa, reinventando cada ambiente, entendendo a variação de luz ao longo do dia. É neste inédito cenário que o Casa Cor Rio, em seu aniversário de 30 anos, abre, na terça-feira, após alguns adiamentos por conta da pandemia. Além de mostrar as tendências do novo morar em um palacete icônico de 1860 rodeado por 12 mil metros quadrados de Mata Atlântica, no Jardim Botânico, haverá uma versão digital, com vídeos e um tour 3D para apresentar os 38 ambientes criados por 57 nomes da arquitetura, paisagismo e design de interiores.

“Desde 1991, quando fizemos o primeiro evento, sempre antecipamos as tendências e, agora, não será diferente. O Rio é uma cidade especial, que consegue unir, como poucas, sofisticação com um estilo descolado. É o jeito carioca de viver que está muito presente na mostra, ainda mais que em outros anos”, diz Patrícia Mayer, sócia-diretora da mostra ao lado de Patricia Quentel.

Então, prepare-se para ver muitos espaços multifuncionais, ambientes que valorizam a natureza e uma série de ideias de como criar refúgios na rotina.

A arquiteta Lia Siqueira se juntou aos filhos Lia e Felipe para criar a Pequena Sala de Estudos. O trunfo do trio foi aproveitar o espaço existente e ressignificá-lo. As janelas generosas e pé-direito alto, foram ampliados por paredes pintadas de branco pensadas tanto como rebatedor da luz natural quanto para trazer frescor, sossego e simplicidade, características tão presentes no morar carioca. O mobiliário e a marcenaria apostam em materiais naturais que dialoga com o jardim.

Quem também tirou proveito do espaço original foi Chicô Gouvêa. Ele levou todo o seu colorido e ainda a facilidade em mixar peças de diferentes estilos para a Sala de Almoço e Varanda. Tem móveis desenhados por ele, como a mesa e o aparador, que ficaram lindas ao lado de cadeiras de Sérgio Rodrigues e bancos indígenas. Três esculturas de Frans Krajcberg (1921-2017) também estão no espaço.

No meio do jardim, há uma surpresa com visual moderno, destacando o sentido de isolamento. O jardim secreto, de Diego Raposo e Manu Simas, é um iglu inflável portátil. A ideia é criar um lugar protegido no meio da natureza, feito para contemplar sem interferir no entorno. Móveis? Apenas o necessário.

O azul-cobalto (olha a tendência aí) foi o tom escolhido por Lucilla Pessoa de Queiroz e Renata Caiafa Quintanilha para cobrir o divertido café. A dupla ainda criou uma instalação divertida com cerâmicas de Denise Stewart. As crianças tiveram a atenção de Paula Neder, que se inspirou na vida de uma menina de 7 anos para fazer um quarto para estudar, descansar, ler, desenhar e, claro, brincar com decoração atemporal, que permite a adaptação ao longo dos anos, reforçando a ideia de consumo consciente.

A sala de arte Contemplação, de Mario Costa Santos, foi pensada para ser o local de desaceleração do corre do dia a dia. Inspirado no movimento slow living, que valoriza o tempo, o décor é leve e pensado para despertar sensações. A curadoria das obras é de Heloisa Amaral Peixoto, que selecionou fotografias de Miguel Rio Branco e instalações de Hilal Sami Hilal.

O ambiente do futuro tem muito do que se viu no passado.