Conheça 10 livros essenciais de José Saramago para ler no centenário do escritor agora

**Arquivo**PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 29-01-2005: Literatura: o escritor José Saramago durante o Fórum Social Mundial, no Teatro Araújo Viana, em Porto Alegre (RS). (Foto: Jorge Araújo/Folhapress)
**Arquivo**PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 29-01-2005: Literatura: o escritor José Saramago durante o Fórum Social Mundial, no Teatro Araújo Viana, em Porto Alegre (RS). (Foto: Jorge Araújo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - José Saramago, único escritor de língua portuguesa a vencer o Nobel de Literatura, completa seu centenário no próximo dia 16 de novembro.

Esta reportagem propõe uma seleção com dez das principais obras do prolífico autor português, todas publicadas quando ele já tinha ao menos 58 anos --idade em que seu reconhecimento se alavancou.

Levantado do Chão (1980)

A história da insurgência de camponeses em Portugal inaugurou o estilo literário pelo qual Saramago ficou conhecido

Memorial do Convento (1982)

O autor mergulha nos conflitos políticos e religiosos da história portuguesa ao contar a construção do Palácio de Mafra no século 18

O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984)

O heterônimo de Fernando Pessoa não só protagoniza o romance como interage com o próprio poeta, cuja morte dispara a narrativa

A Jangada de Pedra (1986)

Saramago tece uma crítica à União Europeia ao imaginar a península Ibérica se desgarrando do continente em direção ao mar

História do Cerco de Lisboa (1989)

O português mexe com delicadeza na história nacional ao criar um revisor que altera sutilmente um documento antigo

O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)

O livro gerou a maior polêmica da carreira do escritor que, ateu, irritou religiosos ao pintar Deus como um vilão vaidoso

Ensaio sobre a Cegueira (1995)

O romance mais famoso de Saramago, que imagina um mundo em que todos ficam inexplicavelmente cegos exceto a protagonista. Ganhou uma adaptação para o cinema pelas mãos do diretor Fernando Meirelles

Todos os Nomes (1997)

Um elogio ao burocrata, no qual o escriturário José faz um catálogo cada vez maior da humanidade e se obceca por uma mulher comum

As Intermitências da Morte (2005)

Fábula em que a Morte ganha vida e decide cruzar os braços, sem levar mais ninguém ao túmulo

Caim (2009)

Em sua despedida dos livros, Saramago dá mais ferroadas na Igreja ao narrar a história do assassino mais famoso da Bíblia