Congelamento de óvulos: tudo o que precisa saber sobre o procedimento

(Foto: Getty Images)

Por Natália Leão (@natileao_)

"O relógio biológico não para!" Praticamente toda mulher em idade fértil já ouviu essa frase. Mas se as cobranças por tornar-se mãe são constantes, a expectativa por uma carreira sólida ou a espera pelo parceiro ideal também não dão trégua. Se antes isso era uma encruzilhada na vida feminina, agora não precisa mais ser.

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O método de congelamento de óvulos existe há dez anos - e antes era utilizado principalmente por mulheres que precisavam se submeter a tratamentos agressivos contra o câncer, por exemplo - se tornou uma alternativa viável para aquelas que não querem ser reféns do tempo.

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Por que congelar os óvulos?

De acordo com o médico especialista em reprodução humana, Dr Vinícius Stawinski, o congelamento de óvulos também é excelente para mulheres diagnosticadas com câncer.

"Alguns tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, radiação e cirurgia, podem destruir os óvulos de uma mulher e resultar a infertilidade. Aquelas que desejam adiar a gravidez ou não estão certas se querem, ou não, ter filhos, também podem se beneficiar do procedimento".

Como é feito?

(Foto: Getty Images)

De 10 a 13 dias antes do procedimento, a mulher usará medicações diárias com o objetivo de auxiliar no crescimento do maior número possível de folículos ovarianos (local onde os óvulos ficam alojados). Isso é feito através de injeções de hormônio aplicadas diretamente na barriga da paciente. Após esse período, a captação é realizada em ambiente de centro cirúrgico, sob anestesia leve, utilizando uma pequena pinça, e deve durar entre 10 a 20 minutos. O procedimento é simples e rápido.

Depois disso, os óvulos com maior qualidade são colocados em pequenos tubos que vão para câmaras de nitrogênio líquido. "Geralmente, quanto mais óvulos uma mulher produz, mais severos serão seus efeitos colaterais. Algumas mulheres têm inchaço, sensibilidade mamária e ovários doloridos depois que os óvulos são recuperados. Seguindo o procedimento de recuperação, as mulheres podem retornar ao trabalho no dia seguinte,” explica. O valor médio do procedimento é de R$ 15 mil (incluindo os medicamentos de preparo e a retirada) e cerca de R$ 1.500 ao ano para manter os óvulos congelados.

Quando fazer?

Quanto antes, melhor! O médico explica que um congelamento aos 30 é muito melhor do que um aos 35 anos. A Sociedade Brasileira de Reprodução Humana contraindica o congelamento de óvulos em mulheres com 44 anos ou mais. Como não há tempo limite para o armazenamento dos óvulos, o ideal é realmente fazer o quanto antes.

"O óvulo congelado aos 30 anos, por exemplo, manterá a qualidade de 30 anos, independente de quando a mulher optar por utilizá-lo. Este é um 'seguro de fertilidade', que pode ser usado ou não, a depender da necessidade, para que a mulher realize o sonho da maternidade no momento em que se sentir segura e apta para viver essa experiência única," conclui.