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Garotinha com condição rara tem pupilas gigantes

Garotinha com condição rara tem pupilas gigantes – Reprodução/Twitter @karinaa_ortega

Condição rara faz garotinha de 2 anos ter pupilas gigantes e mãe faz desabafo

Com olhos que lembram as princesas da Disney, a pequena Mehlani Martinez, da Califórnia, talvez não tenha um final tão feliz. A menina de dois anos nasceu com síndrome de Axenfeld-Rieger, condição que faz com que a pupila não se desenvolva corretamente e tome conta da maior parte dos olhos. A síndrome é raríssima e afeta um em cada 200 mil bebês e, assim com a maioria das crianças que a possuem, Mehlani também foi diagnosticada com glaucoma quando tinha apenas um ano. Os olhos da menina são extremamente sensíveis e ela precisa usar óculos escuros a todo momento. Toda a pressão sofrida na região pode causar cegueira em breve e sua mãe, Karina, usou o Twitter para falar sobre a filha.

“Toda vez que algum estranho faz elogios sobre como os olhos dela são lindos, tenho um debate na minha cabeça questionando se devo ou não mencionar sua deficiência. Eu decidi que não, que vou sorrir e dizer obrigado”, diz na legenda com a foto de Mehlani. A doença foi diagnosticada na primeira semana de vida da menina, quando um dos familiares notou que havia algo de diferente em seus olhos.

A sensibilidade é extrema e Mehlani não pode sair de casa sem usar óculos escuros. Karina diz que nunca havia ouvido falar da doença até então e aos cinco meses de vida, os médicos introduziram canais de drenagem nos olhos da filha para evitar o acúmulo de fluido e pressão. Isso salvou seus nervos ópticos de serem ainda mais danificados. Sua preocupação é com o que a menina pode sofrer.

“Eu me preocupo quando qualquer outra criança a aborda sobre seus olhos, crianças podem ser más. Mas eu a ensino a agradecer e sorrir. Apenas rezo para que ela sempre saiba o quanto ela é linda”, disse Karina.

Após seu post, cerca de 40 pessoas entraram em contato para dizer que também possuem filhos com a condição, o que fez Karina se sentir mais amparada. “Estou tão feliz que consegui despertar a consciência que queria. É uma condição tão rara que eu queria encontrar alguém com quem eu pudesse me identificar”.