Concessionárias da Ford pedem R$ 1,5 bilhão em reembolsos da montadora

Marcus Couto
·1 minuto de leitura
Funcionários de fábrica fechada da Ford. (Foto: AP Photo/Andre Penner)
Funcionários de fábrica fechada da Ford. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

Os impactos do fechamento das fábricas da Ford no Brasil já estão se fazendo sentir, não apenas pelas famílias dos mais de 5 mil trabalhadores demitidos, mas também por toda a cadeia de negócios que girava em torno de sua megaoperação de fabricação e venda de veículos.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Finanças no Google News

E entre os afetados estão os membros da rede de concessionárias da empresa no Brasil.

Leia também:

Na semana passada, já foi noticiado o problema da falta de peças de veículos em algumas unidades – já por conta da paralisação nas atividades das fábricas que irão fechar definitivamente.

Agora, segundo reportagem do UOL, as concessionárias já se movimentam para negociar o encerramento dos contratos e pagamento de indenizações.

Segundo o UOL, as concessionárias cobram reembolsos que chegam a R$ 1,5 bilhão, já antecipando a queda de faturamento, que estimam que chegará a 80%, e um possível encerramento definitivo das atividades da Ford no Brasil no médio prazo.

A decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil foi anunciado no dia 11 de janeiro, inclusive a de Camaçari (BA), onde são produzidos o Ka e o EcoSport.

A planta de Camaçari foi imediatamente paralisada após o anúncio, e não voltará a ser reativada.

Atualmente, a montadora possui 6.171 funcionários no Brasil, e apenas uma pequena parte da operação, como vendas e assistência técnica, deve se manter no país.

A Ford, em comunicado, alegou ociosidade da produção, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

Entidades sindicais estimam que mais de 50 mil empregos em toda a cadeia produtiva serão afetados pela saída da empresa.

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos

Siga o Yahoo Finanças no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube