Compositor critica Netinho por cantar "Milla" em ato pró-Bolsonaro: "Débil mental"

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O cantor Netinho na manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 1º de maio. Foto: reprodução/Instagram/netinhooficialbrasileiro
O cantor Netinho na manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 1º de maio. Foto: reprodução/Instagram/netinhooficialbrasileiro

Resumo da notícia

  • Manno Góes, compositor de "Milla", criticou Netinho por cantar a música em passeata pró-Bolsonaro

  • Músico desabafou no Twitter e afirmou que buscou a Justiça para retirar vídeos do ar

  • Ele alegou que não concorda com a associação da obra com pedidos por um golpe militar

Compositor de "Milla", sucesso na voz de Netinho, o músico Manno Góes não gostou nada de ver o intérprete cantar a música durante a manifestação a favor de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, no último sábado (1º). O compositor, que entre outros atributos, se classifica como "antifascista" no perfil do Twitter, usou a rede social para avisar que procurou a Justiça para evitar associação de sua obra com o teor da passeata.

"Netinho ontem cantou 'Milla' no ato em que pessoas brancas, na Paulista, gritavam 'eu autorizo' para Bolsonaro. Autorizam o quê? Golpe militar? Portanto, eu não autorizo esse débil mental de cantar minha música. Já entrei na Justiça e retirarei todos os vídeos que tiverem isso", disparou.

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Manno, que também é integrante da banda Jammil e Uma Noites, usa seu perfil na plataforma para criticar a gestão atual do governo federal. Ele já chamou o ministro da Economia Paulo Guedes de "nazista" e reprovou a ameaça de cancelamento do Censo em 2021, entre outros assuntos.

Em 2020, Netinho, que é apoiador do atual presidente, cantou a música em uma live com Bolsonaro. Em outras ocasiões, o compositor também se irritou com a vinculação do hit ao governo de extrema-direita.

"Artistas baianos bolsominions: Tuca [Fernandes], Levi [Lima], Netinho... Todos cantaram 'Milla'. Meu Deus! Que mal eu fiz?", questionou o compositor, num tuíte publicado em janeiro.

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