Como um acidente trágico ajudou este casal a se encontrar

Chris encontrou o amor no hospital. Foto fornecida pelo casal.

Por Kristine Tarbert

Chris e Jenny se conheceram em meio a circunstâncias trágicas, mas agora, ao olhar para trás, o casal, que está junto há 14 anos, não gostaria que nada tivesse sido diferente.

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Foi em dezembro de 2000 que Chris Nicholls sofreu um acidente que o deixou paraplégico. Ele estava andando de moto no Sydney CBD, na Austrália, quando foi atingido por trás e esmagado por um caminhão.

Chris passou os oito meses seguintes no Hospital Prince of Wales em um processo intenso de reabilitação para a sua coluna. Foi lá que ele conheceu Jenny, terapeuta ocupacional que se tornou sua esposa e mãe de seus filhos.

No entanto, como é compreensível, o Chris zangado, deprimido e exigente da época não causou uma boa primeira impressão em Jenny.

“Jen achava que eu era um completo idiota,” disse ele ao Yahoo Lifestyle.

“Nós recebemos uma ligação dizendo que um paciente novo estava exigindo uma reunião com a sua equipe de tratamento, ao lado da sua cama,” conta Jenny.

Chris explicou que como ele costumava trabalhar com gerenciamento de projetos, sua mente quis agir para “resolver” o problema da lesão, o que o levou a pedir que os funcionários do hospital colocassem cadeiras ao redor da sua cama para que ele fizesse uma reunião com seus advogados, terapeutas, fisioterapeutas e médicos.

Chris sofreu um acidente de moto em 2000. Foto fornecida pelo casal.

“Eu me lembro de estar sentada lá, pensando: ‘Quem esse cara pensa que ele é?’” Jenny admite. “Mas ao mesmo tempo, senti respeito e até um pouco de admiração por ele ser tão determinado”.

Quando Chris recebeu alta do hospital, ele e Jenny começaram a jogar basquete em cadeira de rodas, juntos, todas as semanas. Foi aí que teve início a atração entre os dois.

Os dois se divertiam jogando basquete juntos. Foto fornecida pelo casal.

“Jen e eu nos tornamos bons amigos, mas só ficamos juntos alguns anos depois que eu saí do hospital,” conta Chris, explicando que na época do acidente ele estava envolvido com outra mulher, que estava com ele no momento da colisão, mas as coisas não deram certo entre eles.

“Eu percebia que Jen priorizava as necessidades dos pacientes dela. Isso pode ser algo tão pequeno, mas significava o mundo para nós. A atenção dela aos detalhes e o seu entendimento eram incríveis. Além disso, ela era muito bonita”.

Jenny conta que ela e Chris conversavam por horas.

“Eu adorava conversar com o Chris, e eu acho que esse foi o primeiro sinal de que havia algo acontecendo entre a gente,” ela diz.

Um ano depois, Chris e Jenny ficaram noivos e se casaram no ano seguinte.

Eles se casaram em 2005. Foto fornecida pelo casal.

Ao longo da última década, o casal construiu uma casa adaptada às necessidades de Chris e teve quatro filhos: Josh, de 11 anos, Zach, de 8, e os gêmeos Charlotte e Samuel, de 6 anos.

Jenny continua a trabalhar no Hospital Prince of Wales, e Chris trabalha como gerente geral em uma nova empresa de tecnologia em assistência médica, a loop+.

Juntos, eles também abriram sua própria empresa de terapia ocupacional e consultoria de acessibilidade, a Total Access. Chris ainda é diretor do Conselho da Spinal Cord Injuries Australia e da Wheelchair Sports NSW – o que mantém o casal ocupado.

Chris diz que “unir forças” com Jenny foi uma decisão fácil, e explica que os dois trabalham extremamente bem juntos.

Atualmente, o casal tem quatro filhos. Foto fornecida pelo casal.

“Não há dúvida de que temos discussões de vez em quando, na nossa vida pessoal, mas nos damos muito bem trabalhando juntos nos negócios,” diz ele. “É um esforço em equipe. Nós sempre rimos juntos. Quando construímos a nossa casa, por exemplo, a única discussão que tivemos durante todo o processo foi qual tipo de varal nós teríamos”.

Embora as circunstâncias do acidente tenham sido terríveis, Chris e Jenny ganharam muito desde aquele dia fatídico de 2000.

“A minha vida mudou completamente a partir do ponto de vista da deficiência, mas eu nunca teria feito algumas das coisas que eu pude fazer se não fizesse parte desse mundo,” diz Chris.

“Antes de conhecer o Chris eu trabalhava nesse ramo,” acrescenta Jenny. “Mas agora eu vivo a deficiência no meu dia a dia, e isso definitivamente abriu os meus olhos e melhorou a minha habilidade de tratar pessoas com lesões. Eu tenho essa conexão pessoal com os meus pacientes”.