Como Tom Delonge, ex-líder do Blink-182, virou "informante alienígena" dos EUA

Tom DeLonge, agora longe do Blink-182 (reprodução)

Na última semana, o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, reconheceu e oficializou vídeos de pilotos da Marinha se deparando com OVNIS - Objetos Voadores Não-Identificados. A notícia por si só já chamaria a atenção, mas se torna ainda incrível quando revelado o nome por trás da descoberta das imagens: Tom DeLonge, ex-vocalista do Blink-182.

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O reconhecimento feito pelo governo dos Estados Unidos é o resultado de uma luta de muitos anos de DeLonge. Conhecido como um dos rostos da banda mais famosa de pop punk da virada da década de 90 para os anos 2000, o artista sempre demonstrou interesse por assuntos relacionados a alienígenas e o espaço de forma geral, optando até por deixar a carreira musical em segundo plano por causa do seu ativismo.

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Mais atenção aos alienígenas

No álbum Enema of the State, do Blink-82, de 1999, Delonge falava abertamente extraterrestres na faixa Aliens Exist. Como a banda sempre foi conhecida pela comicidade, era natural que versos como "Eu sei que a CIA diria que tudo o que ouvimos são boatos. Eu queria que alguém me dissesse que isso era certo" não fossem levados tão em consideração. Era preciso falar mais sério sobre o tema - de preferência, longe do conjunto.

"Foi um processo. Não aconteceu do dia para a noite, levou alguns anos", disse Delonge ao New York Times. "Eu acho que, pela minha perspectiva, o mais importante é que eu estava focado em ser mais eloquente e claro sobre o tema. Demonstrar humildade com o assunto porque ele não é uma piada", completou.

Tom deixou a banda em 2015. Na época, boatos apontavam discussões entre os integrantes da banda, crise por ciúmes, cansaço provocado pelas turnês. Mesmo que a causa alienígena não tenha sido um fator solitário no afastamento do vocalista, o fato é o litígio deu o tempo necessário ao artista para a criação da organização To the Stars Academy, em 2017.

A organização

Com o objetivo de estudar e divulgar eventos ufológicos, a organização tem tomado o maior tempo de vida de DeLonge desde então. "Eu entrei em uma vibe meio Edward Snowden [o analista que vazou documentos sigilosos da Agência de Segurança Naciona dos EUA]. Pensei que estivesse fazendo algo bom e então logo percebi que podia facilmente desaparecer e ninguém iria saber", contou à People.

Foi no canal da To The Stars Academy que Delonge divulgou, em 2019, os vídeos agora oficializados pelo Pentágono como "fenômenos aéreos observados caracterizados como ‘não-identificados’". E não foi a primeira vez que Delonge acabou sendo reconhecido por autoridades em público. Em 2017, o New York Times descobriu que o Pentágono tinha uma ala secreta dedicada aos estudos ufológicos, uma coisa meio Arquivo-X. Quem avisava isso há anos? Sim, Tom Delonge.

"É engraçado porque sou conhecido como uma espécie de renegado, e faço coisas que as pessoas consideram loucas. As pessoas pensam que eu perdi a compostura e larguei minha banda para caçar alienígenas. No começo, eu não falava para ninguém da banda que estava fazendo isso. Precisava ser um segredo", disse DeLonge ainda à People.

Ainda midiático

Além do Pentágono, o History Channel também reconheceu a luta do artista, convidando-o para ser produtor-executivo de uma série de seis episódios chamada Unidentified: Inside America's UFO Investigation. A série contou com depoimentos de Delonge e de Luis Elizondo, antigo líder da área secreta do Pentágono de estudos ufológicos e um dos principais informantes do músico na causa.

Mas Tom não abandonou a arte. Atualmente, ele comanda a banda Angels and Airwaves e ainda trabalha na direção de uma animação chamada Strange Times - cujo roteiro mostra um grupo de skatistas adolescente diante de um fenômeno paranormal. E, apesar do evidente foco na causa alienígena, ele não descarta voltar ao Blink-182 um dia. “Nós continuamos nos apoiando. Sim, galera, eu tocarei com o Blink novamente”, disse à Kerrang no ano passado. Os fãs querem acreditar.

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