Como será o gramado sintético do Allianz Parque?

Allianz Parque durante jogo do Brasileirão (Alexandre Schneider/Getty Images)

Após o Athletico colocar grama sintético na Arena da Baixada, o assunto virou uma grande polêmica. O gramado chegou a ser proibido na Série A em uma reunião dos presidentes de clubes, mas acabou liberado. Para 2020, a grande novidade é que o Palmeiras também adotará o gramado sintético.

A troca para o gramado sintético resolve um grande problema que o Palmeiras teve nos últimos anos: a falta de calendário no Allianz Parque, já que o estádio é gerido pela W Torre, que negocia o local para eventos e shows. Apenas em 2019, o clube teve que atuar sete vezes fora do estádio, incluindo a eliminação contra o Grêmio nas quartas de final da Libertadores.

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De acordo com Alessandro Oliveira, presidente da Soccer Grass, empresa responsável pela instalação do gramado, o processo entre um show e um jogo será muito mais simples e o clube terá poucos problemas com o gramado.

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“Este gramado usa um fio com memória, então se você coloca um palco em cima e depois tira, ele volta para a sua posição original, em pé“, afirmou Oliveira. “Depois disso, passamos uma máquina para escovar a grama e um imã para garantir que não tenha nada de ferro ou qualquer coisa que caiu de um palco. Entre jogos, talvez uma escovada, caso seja necessário. É um manuseio muito menor.” 

A empresa garante que o gramado é bem diferente do sintético que as pessoas estão acostumadas a usar nas peladas.

“Esse gramado tem um combo de fibras que se assemelha muito a grama natural, então são fios com tamanhos diferentes que se assemelha muito a grama natural. Nós usamos um sistema de absorção de impacto que é como se fosse um colchão embaixo da grama, chamado ShockPad”, disse o presidente da empresa. “E usamos também um TPE que faz a função da antiga borracha, com a absorção do impacto. Esse TPE é um termo plástico que não retém tanto a temperatura como a borracha. Ou seja, a gente vai ter um campo mais fresco”. 

Um dos pontos mais elogiados do Allianz desde a sua inauguração foi a drenagem, que será mantida totalmente, mesmo com a troca para o sintético.

O gramado deve ser liberado para uso na segunda quinzena de fevereiro, após a instalação e os testes feitos por Fifa e por laboratórios contratados pela federação.

Segundo Alessandro, a troca pode beneficiar o Palmeiras não só em campo, mas também em prevenção de lesões.

“Além de melhorar a qualidade de jogo, o jogo pode fluir bem melhor mesmo pouco tempo após a chuva. Com 15 ou 20 minutos, você vai conseguir um gramado solto, sem buracos, com a bola sempre rodando uniforme. Uma grande vantagem é que vai poder contar com menos lesões no elenco quando joga em casa, já que não existem diferenças no campo”, afirmou.

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