Carnaval 2022: como será a folia depois da pandemia do covid-19?

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Desfile do Monobloco, que fechou o Carnaval do Rio de Janeiro em 2020 (Foto: Fernando Maia | Riotur)
Desfile do Monobloco, que fechou o Carnaval do Rio de Janeiro em 2020 (Foto: Fernando Maia | Riotur)

Já está pronto para colocar o bloco na rua? Colocar a camisa convite e partir para uma noite no Sambódromo? Pois começe a ventilar que em 2022 as chances de termos Carnaval são grandes.

Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Ouro Preto, Recife, Olinda... Os destinos são incontáveis e as autoridades de segurança sanitária já estão se preparando para fomentar a festa cultural mais representativa do nosso país com o máximo de segurança.

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Em 1919, após a pandemia da “gripe espanhola” que matou cerca de 100 milhões de pessoas, o Rio de Janeiro viveu “o maior Carnaval de todos”, segundo o Carlos Heitor Cony relatou em artigo na “Folha de São Paulo” em 1996.

Com quase 600 mil mortos da covid-19 no Brasil, o Carnaval de 2022 promete libertar um sentimento reprimido de dor e frustração após meses de restrições e tensões não só sanitárias, como políticas, econômicas e sociais. Pois é nesse desejo que focamos para reunir o maior número de informações sobre os festejos ao longo do país.

É consenso das autoridades sanitárias que a festa vai acontecer já que o Governo espera ter todos os brasileiros vacináveis imunizados até o fim de 2021. A proteção permitiria uma freada em novas cepas do vírus e um respiro significativo para o sistema de saúde que vive maus bocados.

Corumbá, no Mato Grosso, e Curitiba, no Paraná, já têm na mesa os planos para a realização da folia de momo que está marcado no calendário para acontecer entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março. As cidades esperam, ao menos, uma festa mais flexível do que nenhuma.

São Paulo, Salvador Rio de Janeiro trabalham de forma parecida. Ambos os governos estão com grupos de trabalho para a realização de: eventos teste, Réveillon e Carnaval. A ordem é para que eles consigam criar parâmetros de contaminação e exposição do público.

As três cidades estimam que a festa de rua, principalmente, terá um público ainda não registrado. Por isso é o principal desafio dividir blocos, centros de aglomeração e a dispersão controlada e responsável da população. Para o Rio, o prefeito Eduardo Paes (PSD/RJ) já afimou que fará 40 dias de festa.

Em Pernambuco, o Galo da Madrugada, maior bloco de rua do Nordeste, não só fez os planos como os apresentou para o público. “A alegria do carnaval pode ser um remédio para as tristezas. Assim que isso tudo passar, temos a certeza que o povo irá se contagiar e re-viver o carnaval, com a mesma intensidade e alegria”, comentou Rômulo Menezes, presidente da agremiação.

No entanto, a prefeitura da Capital ainda não se posicionou oficialmente sobre a festa. “Que os foliões reflitam de agora, sobre a importância da vida, que se perpetua quando respeitamos a diversidade do outro, quando somos responsáveis com a natureza e, principalmente nesse momento de pandemia, respeitando as recomendações sobre o uso correto de máscaras e a importância de tomar a vacina”, reforçou Rômulo.

Mesmo com todas as mazelas dos anos de pandemia, respirar com segurança a folia do Carnaval deve ser uma preocupação e também um alívio. A variante delta do coronavírus nos faz ficar atentos aos protocolos de sanitários que serão atualizados nos próximos meses e ter consciência coletiva. 

Também é preciso atentar para a F.O.D.A., que é o medo de se relacionar novamente com novas pessoas após a pandemia. "Podemos comparar a pandemia a um terremoto, no que se refere às relações", explica o psicólogo Ronaldo Coelho. "Houve abalo em todas elas. As relações familiares, conjugais, de amizade, relações de trabalho e todas as outras. Sem exceção, todas as relações sofreram, de algum modo, uma necessidade de se reconfigurarem ou, as que não suportaram, foram desfeitas".

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