No rótulo das makes: conheça possíveis substâncias nocivas e entenda se você deve evitá-las

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Woman studies the instructions for using eye patches
Mulher estuda as propriedades do produto (Reprodução: Getty Comercial)

Com as tendências de beleza natural, que são focadas no bem-estar e na conservação do meio ambiente, se tornando mais populares, surgem dúvidas de como escolher maquiagens e outros produtos dermatológicos que não agridam a pele.

O assunto ainda é polêmico entre especialistas – embora uma minoria siga a linha natural e prefira recomendar cosméticos artesanais, outros apontam que não há motivo para pânico: o mais importante é observar se essas substâncias causarão algum efeito na pele do paciente.

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Abaixo, a médica Luiza Archer, dermatologista natural, lista os ingredientes que podem ser nocivos para algumas pessoas (como para aquelas que têm alergias), ou que ainda estão em estudo sobre possíveis malefícios para a saúde:

  • Chumbo- Metal pesado bioacumulativo. Não é facilmente eliminado do organismo, suspeito de estar relacionado a distúrbios neurológicos;

  • Ftalatos - Conservante e plastificante, suspeito de ter relação com ação disruptiva endócrina (alteração dos hormônios naturais);

  • Parabeno - Conservante muito utilizado suspeito de ter relação com ação disruptiva endócrina e possível efeito cancerígeno;

  • Alumínio- Metal pesado bioacumulativo, comum em antitranspirantes.

  • Triclosan- Antisséptico presente em sabonetes e desodorantes, contaminante ambiental e desregulador do microbioma cutâneo;

  • Parfum - Fragrância artificiais utilizadas apenas para trazer aroma para os cosméticos, frequentemente relaciona a dermatite de contato;

  • BHT e BHA - Conservante associado possível efeito cancerígeno.

Como apontado na lista, muitas dessas substâncias estão “associadas a possíveis efeitos”, o que indica uma suspeita ainda não confirmada por estudos científicos robustos.

Archer também explica que, caso você esteja realizando um tratamento prescrito por um médico, não é ideal suspender o uso do produto ao encontrar essas substâncias.

“Os especialistas consideram o risco-benefício de cada tratamento após uma avaliação adequada. Em caso de dúvidas, consulte o profissional.”

De acordo com a dermatologista Simone Neri, é mais comum recomendar a suspensão do uso dessas substâncias quando o paciente tem alguma reação alérgica.

Woman holds a jar of eye patches and reads how to use.
Woman holds a jar of eye patches and reads how to use.

“As mais frequentes são coceira e vermelhidão. Há pessoas mais sensíveis e para essas, pode ser interessante fazer um teste de alergia para já saber o que evitar no futuro”, recomenda ela, que atua como médica plantonista do Pronto Socorro do Hospital São Luiz e em consultório próprio em São Paulo.

Um estudo de 2019 publicado no periódico científico Jama Network, entitulado “Natural não significa seguro”, pede cautela ao escolher produtos vendidos com o intuito de minimizar substâncias possivelmente nocivas.

“Muitos dos chamados produtos naturais contêm altas concentrações de extratos botânicos que são uma das principais causas de dermatite de contato irritante e alérgica e fotossensibilização”, escrevem os autores.

Na dúvida se um produto pode fazer mal ao seu corpo – ou prejudicar o meio ambiente, o melhor é consultar um médico de confiança.

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