Como investir em fundos de investimento? Tire suas dúvidas

Felipe Blumen
·3 minuto de leitura
Como investir em fundos de investimento? Tire suas dúvidas
Pra quem quer investir e não entende muito ou não quer lidar com muitas preocupações, os fundos de investimento aparecem como excelente opção.

Quando uma pessoa quer investir e não entende muito sobre as diferentes modalidades, ou entende, mas não quer administrar de perto todas as nuances de rendas fixas e variáveis, ações e títulos de dívidas, os fundos de investimento aparecem como excelente opção.

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Em contrapartida, fundos de investimento costumam apresentar riscos maiores e custos mais elevados, já que precisam pagar muitas taxas e tributos. Então é bom saber o que são e como começar a investir.

O que é um fundo de investimentos

Um fundo de investimentos é, resumidamente, uma união de recursos de diversos investidores. Cada um possui uma cota de um montante que é administrado por uma empresa gestora. Ela estabelece uma estratégia para fazer o dinheiro render e aplica os recursos de maneira variada entre opções conservadoras, como renda fixa, ousadas, como ações, ou em uma combinação de ambas.

Ao comprar cotas de um determinado fundo, o cotista aceita suas regras referentes a aplicações, resgates, custos, taxas, etc. e passa a ter os mesmos direitos dos demais cotistas, independentemente da quantidade de cotas compradas. O funcionamento dos fundos segue as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os regulamentos internos de cada um, então é muito importante conhecê-los.

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Os tipos de fundo de investimentos

Os fundos de investimentos são classificados de acordo com a composição de suas carteiras, seus objetivos de rentabilidade e prazo de aplicação. Conheça os principais:

  • Fundos de ações: neles, dois terços dos seus investimentos vão para ações da bolsa de valores. Assim, a rentabilidade esperada depende da valorização dos papéis.

  • Fundos de renda fixa: são os que direcionam, no mínimo, 80% dos seus investimentos em ativos de renda fixa prefixados ou pós-fixados. Consequentemente, são indicados para o perfil conservador, quem busca bons rendimentos sem abrir mão da segurança.

  • Fundos cambiais: são os compostos por investimentos em moeda estrangeira - títulos públicos de outros países -, geralmente dólar e euro.

  • Fundos da dívida externa: são compostos por, no mínimo, 80% de títulos da dívida externa da União. A rentabilidade desses fundos é determinada por uma combinação entre taxas de juros, desempenho dos papéis no mercado internacional e taxa de câmbio do dólar

  • Fundos multimercado: são compostos por diversos ativos da renda fixa e variável. Neste caso, o gestor ou empresa gestora possui uma gama de investimentos variada. Assim, é ideal para os investidores que buscam rentabilidade mais atrativas com riscos menores.

  • Fundos imobiliários (linkar: “Como investir em fundos imobiliários em três passos”): também conhecidos como FIIs, são feitos de aplicações do setor imobiliário. Ou seja, ao participar de um deles você possui pequenas partes de imóveis.

  • Fundos referenciados: seu patrimônio possui cerca de 80% de títulos públicos ou privados com baixo risco de crédito. Um fundo é totalmente voltado à rentabilidade e são um investimento muito seguro.

Como investir em um fundo de investimentos

Para investir em um fundo bom para você é preciso levar em consideração muitos fatores. O recomendável é avaliar - como sempre - o seu perfil de investidor e pensar em um que lide com modalidades de investimento equivalentes ao que você busca.

Comece procurando corretoras de valores e bancos que distribuem fundos. Depois, estude a política de investimento do fundo, fique atento ao histórico de desempenho do fundo e do gestor e descubra se alguma instituição atribui a ele uma classificação de qualidade.

Verifique todas as taxas, incluindo a de administração. Analise os valores, que podem ser altos, e as condições de pagamento e de resgate, para ter certeza de que terá o dinheiro disponível quando precisar. Assim você fará a aplicação ciente de que os rendimentos podem ser tributados semestralmente ou na hora do resgate.

O objetivo é entender qual o nível de risco do fundo, pensando tanto em risco de crédito quanto de mercado.

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