"Minha primeira vez com vibrador foi horrível”; saiba como escolher seu brinquedo sexual

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Como escolher um vibrador? (Arte: FerIlustra/Yahoo)
Como escolher um vibrador? (Arte: FerIlustra/Yahoo)

Não é de hoje que muitos sexólogos e especialistas recomendam que mulheres se masturbem para conhecer melhor o seu corpo. Para isso, recorrer aos vibradores pode ser uma ótima saída para atingir o prazer sozinha.

No entanto, é preciso pesquisar bem e saber o tipo mais indicado para você, já que existem estímulos diferentes em cada região da vagina, e o mau uso pode provocar experiências desagradáveis e até traumáticas.

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Foi o caso da publicitária Jaqueline R* que, ao se masturbar pela primeira vez usando o acessório, nunca mais quis usar o brinquedo sexual, precisou de muita conversa e pesquisa para entender qual era o melhor para ela. Abaixo, ela conta sua história e reforça a importância de falarmos mais sobre masturbação feminina.

“Estava morando nos Estados Unidos há pouco mais de um ano e há meses sem transar. Não tinha problemas em me masturbar, fazia com o dedo mesmo. Até que um dia, decidi comprar um vibrador. Lembro que só queria um bonitinho e que não lembrasse um pênis. Mas no site não tem muita informação sobre o vibrador certo para você. Ele dá a descrição do produto, se funciona com bateria ou não e é isso.

Chego mais fácil ao orgasmo com estimulação clitoriana, então deveria ter comprado um vibrador para essa finalidade. Quando usei pela primeira vez, foi horrível. O vibrador que comprei era grande e tinha a pontinha virada, então se você não estivesse muito no clima, ele machucava. Era mais indicado para quem tem mais facilidade em chegar ao orgasmo no ponto G. Lembro que na época não quis mais usar e pensei ‘nossa, talvez vibrador não seja para mim. Talvez masturbação seja só o que eu faço com a mão'.

Não sabia de nada mesmo. Foi muita falta de pesquisa e de conversar com as amigas sobre isso. Quase ninguém fala na verdade. Depois comecei a falar com uma amiga minha sobre mais vibradores e ela recomendou o rabbit (ele estimula o clitóris e o ponto G). Aí que descobri que existe um tipo ideal para seu tipo de prazer. Comecei a seguir muitas páginas e lojas de sexshopp que falam sobre isso e dão dicas. Descobri que também é legal colocar um lubrificante, limpar direitinho e fazer um clima com você mesma.

E ainda falta muita informação na internet também. Quando você pesquisa mulher e vibrador, as primeiras informações só estão relacionadas aos filmes pornôs e meninas indo à loucura. Por isso que no começo eu até pensei que não iria funcionar para mim. E não é a mesma coisa.

É muito específico, direcionado para cada jeito e personalidade. É muito diferente o jeito ou o modelo que uma amiga minha usa e o que eu gosto. Mas é algo que você vai aprendendo sozinha. Tanto porque, o meu primeiro vibrador foi oito anos atrás, e hoje eu sei mais sobre isso. Mas antes nem conversar com as amigas eu falava, porque masturbação em mulheres ainda é um tabu.

E para você se conhecer, conhecer suas áreas erógenas, você precisa se conhecer, se tocar. E infelizmente sei que não é algo só relacionado a mim. Muitas mulheres pensam assim e ainda vem acompanhado com a culpa cristã. E outra coisa que aprendi é como saber usá-lo, como manusear sem me machucar e dando prazer.

Outra coisa que me pegava pensando eram aqueles questionamentos de ‘será que vou perder o interesse em homem, interesse em sexo com alguém?’. Mas não. Sei que não tem comparação com o homem, mas usar o vibrador me ajudou muito a me libertar na parte sexual. Vibrador é drama free. O único drama é se eu carreguei ele ou não. E você não precisa pagar.

Hoje, eu vejo que tem muita loja especializada no prazer feminino— porque no passado era mais ligada ao prazer masculino—que fala como usar, porque esse é o melhor para você. Hoje eu tenho três, que é um sugador, o rabbit e mais um. Aprendi a usar e vi que é possível sentir prazer sozinha, com o parceiro e do jeito que você quer.

E antes de comprarem, pesquisem bem, entrem em sites, conversem com as amigas. Isso vai ajudar muito na hora da escolha e não terá a primeira experiência ruim”.

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