Como a Netflix "superou" a Marvel com adaptações de quadrinhos indies

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
The Umbrella Academy: série mostra como o universo dos quadrinhos é vasto (reprodução)
The Umbrella Academy: série mostra como o universo dos quadrinhos é vasto (reprodução)

O casamento entre Marvel e Netflix parece ter sido encerrado sem grandes traumas. Após adaptar “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e outros personagens de HQs, o serviço de streaming aceitou a natural migração dos conteúdos do estúdio para o Disney + (que chega em novembro no Brasil) e decidiu apostar as suas fichas em obras menos conhecidas, muitas delas independentes, dos quadrinhos. Até agora, tem dado certo.

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No último ranking divulgado pela Netflix das suas séries mais vistas, “The Umbrella Academy” aparece em segundo lugar, atrás apenas de Stranger Things. Adaptada da HQ criada por Gerard Way (vocalista do My Chemical Romance) e o quadrinista brasileiro Gabriel Bá, a obra é o carro-chefe de uma série de produções que têm ocupado o espaço deixado pela Marvel no catálogo.

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“Criando Dion”, “Locke & Key” e filmes como “The Last Days of American Crime”, “The Old Guard” (estrelado por Charlize Theron) e “Resgate” (filme com Chris Hemsworth) mostram como a Netflix tem conseguido garimpar com sucesso os quadrinhos em busca de novos hits. Aliás, diferentemente dos livros tradicionais, as HQs parecem perfeitas para blockbusters, que exigem uma história que desperte emoções a todo momento.

"Uma das melhores coisas sobre os quadrinhos é que cada capítulo conquistar o leitor com um começo empolgante e dar água na boca no final, o que geralmente acontece em cerca de 22, 23 páginas. Então é como uma emoção por minuto ”, diz Abraham Riesman, autor de uma biografia de Stan Lee ainda não lançada, à Esquire sobre o novo momento dos quadrinhos na Netflix.

Claro, nem sempre as adaptações de quadrinhos atingem o público esperado pela plataforma - o cancelamento de “I Am Not Okay With This” é um dos exemplos de "fracasso". Mas a ideia deverá ser perseguida por um tempo, com um objetivo adicional: rejuvenescer o catálogo e agradar a geração Z (os nascidos entre os meados anos 1990 até o início do ano 2010).

De acordo com Riesman, a ideia já tem sido celebrada pelos cartunistas nos Estados Unidos. “Acho que é uma ótima notícia para criadores independentes, pois eles têm uma participação significativa ou total em seus próprios personagens e histórias”, disse. “Sou totalmente a favor de qualquer coisa que dê dinheiro aos criadores de quadrinhos, já que o que a indústria dos quadrinhos paga é uma merda. Não há benefícios, segurança no emprego, não há sindicato...”

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