Dieta para engravidar? Alimentação ajuda a aumentar a fertilidade de homens e mulheres

Lembre-se de consumir muitas frutas e verduras, leguminosas e oleaginosas, e não esqueça as proteínas de alta qualidade encontradas nos ovos, laticínios ou na soja. (Foto: Getty)

Talvez você não acredite, mas é possível aumentar a sua fertilidade ou a do seu parceiro através da alimentação. Nunca é tarde para começar uma dieta saudável e fértil, que não apenas vai nos ajudar a alcançar o objetivo de ser pais, mas também a ter uma saúde melhor.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Segue a gente!

As características do seu futuro filho não dependem apenas da carga genética do pai e da mãe. Segundo a epigenética, o entorno no qual o bebê vai se desenvolver antes e depois da gestação, junto com os nutrientes disponíveis e as toxinas, pode influenciar geneticamente para e ativar ou desativar parte do DNA.

Leia também

“O mais importante de tudo isso,” explica a nutricionista Andrea Carucci, autora do livro ‘La Cocina de la Fertilidad’ (A Cozinha da Fertilidade, em tradução livre), “é que não apenas pode afetar a vida do seu futuro bebê, mas também das futuras gerações. Assim como a epigenética fala do que ingerimos e do nosso entorno, também faz referência ao efeito do meio ambiente, às circunstâncias pessoais, crenças, emoções e pensamentos que podem moldar o DNA”.

Portanto, as condições climáticas, o fato de comermos de forma saudável ou não, de respirarmos ar puro ou poluído, e de fazermos exercícios físico ou não, são fatores positivos ou negativos que podem modificar o DNA do nosso futuro filho de positiva ou negativamente.

Na verdade, uma reprodução bem-sucedida na mulher requer dosesequilibradas de macro e micronutrientes, incluindo o zinco, vitaminas A, B6, B12, C, D e E, selênio, iodo, metionina, ferro, cobre, ácidos graxos ômega-3, L-arginina e L-carnitina, juntamente com uma dieta equilibrada.

Se a dieta for pobre em antioxidantes, ácido fólico ou zinco, poderá afetar a qualidade do sêmen. No caso das mulheres, os estudos confirmam que a má alimentação pode afetar a função dos ovários, bem como potencializar os desequilíbrios hormonais. Por isso, é recomendável manter uma dieta balanceada que inclua leguminosas, vegetais, peixes e frutas, evitando as carnes vermelhas e a gordura trans.

A melhor dieta para isso é uma abundância de alimentos vivos, especialmente frutas e vegetais crus, que satisfazem por completo a nossa necessidade de renovação celular.

Quem consome alimentos crus ou levemente cozidos de forma equilibrada, como na dieta mediterrânea, e bebe água regularmente, ajuda a melhorar a sua saúde e, com isso, favorece a fertilidade. Mantendo um equilíbrio de líquidos saudáveis no sangue, os fluidos intersticiais e intracelulares, podemos impedir a destruição do nosso sistema coloidal.

Há estudos que demonstram que a ingestão de 350ml de café diários (de maneira constante) aumenta o risco de sofrer abortos espontâneos. Além disso, uma pesquisa realizada no Hospital Geral de Massachusetts (em Boston) demonstrou que a cafeína pode prejudicar o esperma a nível molecular, por isso é importante o consumo moderado.

Quanto mais alto for o nível de energia do nosso organismo, mais bem organizados estarão os nossos sistemas biológicos e, portanto, mais saudáveis. Isso é válido para o nível de replicação do DNA, bem como para todas as células, tecidos, órgãos e sistemas do corpo. O equilíbrio mineral das células também será o ideal.

O primeiro passo que a especialista recomenda é eliminar da dieta produtos tóxicos como o café, o tabaco e o álcool, já que todos estes são componentes que aumentam os níveis de cortisol.

Podemos substituir estes hábitos por alimentos mais saudáveis e frescos, como a melancia, que “tem muita arginina, e se consumirmos a semente e um pouquinho da casca, ela pode nos ajudar a aumentar a libido,” afirma Carucci, formada em Nutrição, Nutrição Ortomolecular e Naturopatia.

A banana, as sementes de abóbora, a macadâmia e o pistache contribuem para melhorar a saúde dos espermatozoides. Também é importante aumentar a ingestão de frutas e vegetais de cor alaranjada, como laranja, tangerina, cenoura, abóbora, toranja, melão e pêssego.

Óleos vegetais, oleaginosas e sementes proporcionam DHA, um ácido graxo ômega-3 benéfico para o organismo. As membranas dos espermatozoides possuem uma grande quantidade de DHA, e em caso de déficit, podem apresentar uma maior rigidez e menor flexibilidade, dificultando a fecundação do óvulo. (Foto: Getty)

Diversos estudos apontam que os peixes, frutos do mar e cereais integrais também contribuem para a qualidade e a mobilidade dos espermatozoides.

No entanto, é importante limitar o consumo de peixes como o atum, a sardinha e o peixe-espada, que podem conter mercúrio, um elemento que diminui as chances de gravidez e pode prejudicar o feto. O mesmo ocorre com as farinhas e açúcares refinados; é melhor consumir as versões integrais para evitar os picos de insulina.

A seguir, apresentamos um exemplo de cardápio para potencializar a fertilidade proposto pelo Centro de Nutrição Julia Farré:

Café da manhã: Muesli caseiro com leite vegetal sem açúcares adicionados enriquecido com cálcio e vitamina D

Lanche da manhã: Uma porção de fruta

Almoço: Salada de tomate e lentilha, frango ao limão e um iogurte natural (sem açúcares adicionados)

Lanche da tarde: Uma porção de fruta

Jantar: Espinafre refogado com quinoa e gergelim torrado, e salmão grelhado