Como a crise do coronavírus favoreceu a Netflix na briga com a Disney

(Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A Disney tem sido uma das grandes companhias mais afetadas pelo novo coronavírus. Com o fechamento de parques temáticos e cinemas por tempo indeterminado e a suspensão de eventos e cruzeiros, a empresa do Mickey registrou perda de US$ 1 bilhão em faturamento no último trimestre fiscal.

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A crise fez com que a empresa demitisse mais de 100 mil funcionários, principalmente nos parques. Neste período, o lucro da Disney em operações continuadas encolheu 91%, ficando em 475 milhões de dólares. Tendência repetida no lucro das ações, cuja queda foi de 93% e chegou aos 0,26 - no mesmo período de 2019, o valor era de US$ 3,53.

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Enquanto as ações da Disney caíram 40% neste ano, a Netflix ganhou 9,2%, ultrapassando a concorrente. De acordo com o levantamento mais recente, o valor de mercado do serviço de streaming agora é de US$ 158 bilhões - enquanto a casa do Mickey Mouse estacionou nos US$ 154,8 bilhões.

Parque da Disney fechado durante a quarentena na Flórida, nos EUA (Photo by Daniel SLIM / AFP) (Photo by DANIEL SLIM/AFP via Getty Images)

A rivalidade entre as empresas surgiu com a criaçõ do Disney +, serviço de streaming da Casa do Mickey previsto para chegar no Brasil em novembro deste ano. Apesar da concorrência, a Disney sofre com a diversidade dos seus negócios, muitos deles dependentes da presença física do público - algo diferente do "modelo de negócio doméstico" da Netflix, favorecida pelo isolamento social.

“Com parques temáticos fechados, lançamentos de filmes atrasados, eventos esportivos cancelados em suas redes de TV – principalmente na ESPN (canal de esportes da Disney) – e a produção de filmes e TV interrompida, o futuro do modelo de negócios da Disney sofre grande pressão", explicou recentemente Geetha Ranganathan, analista da Bloomberg Intelligence.

“A Disney depende muito dos parques e experiências em seus negócios", disse Jason Moser, analista da empresa de consultoria financeira The Motley Fool em entrevista ao Los Angeles Times. "E isso é tudo que está sendo fechado (em tempos de pandemia). Essas receitas representam uma grande fatia da receita que a Disney não receberá de volta."

Mas nem tudo é notícia ruim para o Mickey Mouse. O Disney+ superou a marca de 50 milhões de assinantes em abril- um número que a Netflix demorou uma década para atingir - com a sua chegada aos mercados da Índia e da Europa. Apesar da Netflix ainda contar com uma clientela superior, com 137 milhões de usuários, é um sinal que essa luta ainda deve ter muitos outros rounds - durante e depois da quarentena.

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