Comitê Internacional para Museus faz apelo à prefeitura do Rio sobre crise no MAR

*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, 25-02-2013: Fachada do MAR (Museu de Arte do Rio). (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Cimam (Comitê Internacional para Museus e Coleções de Arte Moderna, na sigla em inglês) publicou neste sábado (11) um apelo à prefeitura do Rio de Janeiro.

"O Cimam deseja expressar sua profunda preocupação com a atual capacidade do Museu de Arte do Rio (MAR) de assegurar salários e serviços a partir de 2020."

O comitê pede ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) que mantenha o financiamento público do MAR. Com crise econômica que atinge a cidade, o repasse de verbas ao Instituto Odeon, entidade que administra o museu, fica ameaçado, diz o comunicado.

O museu fundado em 2013, continua a nota, "conquistou reconhecimento mundial por combinar uma visão artística internacional com programas educacionais e por focar em comunidades de baixa renda". A perda das verbas públicas resultariam no colapso do museu, segundo o Cimam.

Entre novembro e dezembro de 2019, os funcionários do museu estiveram sob aviso prévio, que foi suspenso, após o MAR receber um aporte de R$ 451 mil da prefeitura --que não fazia repasses desde setembro ao Instituto Odeon. A crise na casa foi motivo de protestos recentes da classe artística.

A falta de recursos comprometia principalmente a folha de pagamento --exposições da instituição são financiadas por programas públicos de incentivo à cultura.

No início de novembro, Evandro Salles, então diretor cultural do MAR, deixou seu cargo após críticas à Prefeitura do Rio, à qual atribuiu um "profundo desmantelamento de aparatos culturais e artísticos".