Comecei a ouvir rap para xingar o presidente, diz Projota no Rock in Rio

JÚLIA BARBON

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com um hit radiofônico atrás do outro, Projota subiu ao palco Sunset na tarde deste sábado (5) cumprindo a promessa de mandar um recado político no Rock in Rio.

"Comecei a ouvir rap com 15 anos de idade, e o principal motivo foi para mandar o presidente tomar no cu", disse depois de ouvir a plateia entoar em coro "Ei, Bolsonaro, vai toma no cu", grito frequente no festival.

Ele cantava naquele momento "Sr. Presidente", com o refrão "Sr. Presidente, até queria que a gente entendesse mas não sei como faz, porque nessa noite se foi mais um menino ali na rua de trás". Depois pediu: "Se você também tá cansado dessa porra levanta a mão e faz barulho".

Ele incluiu no repertório vários de seus sucessos, como "Linda" (sem a voz feminina), "O Homem que Não Tinha Nada" (com a voz feminina), "Ela Só quer Paz" e "Muleque de Vila".

Com os olhos marejados, disse: "Já cantei no asfalto quente, em cima de um cadeira, em cima de uma kombi. Eu sempre glorifico a Deus por poder cantar, mas isso aqui é de outro mundo".

"Afe maria, agora eu vou chorar de verdade", continuou, antes de homenagear Chorão e Charlie Brown Jr. cantando "Só os Loucos Sabem". Pediu barulho para o vocalista e para o baixista Champignon, que também morreu em 2013.

Giulia Be entrou logo depois fazendo as vezes de Anitta, que se apresenta em seguida no palco Mundo, em "Cobertor". Ela também chorou, falando que há dois anos era mais uma na multidão do festival e pedindo para a plateia não desistir dos seus sonhos.

Projota, de 33 anos, foi escalado para substituir o cantor americano Kane Brown, que declinou o convite por causa da gravidez de sua mulher.