Com tretas e laços de amizade, confinamento é o diferencial do 'Top Chef', reality culinário da Record

Bárbara Saryne
(Foto: Edu Moraes/Record TV)
(Foto: Edu Moraes/Record TV)

Desde o momento em que a Record anunciou que lançaria um programa culinário, as comparações com o “Masterchef” começaram. “Top Chef” de fato é um reality mais quente. Em outras palavras, o programa conta não apenas com as provas realizadas na cozinha, mas também tretas e laços de amizade.

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É claro que unir confusão, provas elaboradas e investir no afeto entre os participantes (em um programa que a princípio não seria de convivência) só foi possível porque o formato permitiu o confinamento em uma casa. Os episódios, inclusive, já foram todos gravados. O diretor e os jurados até soltaram alguns spoilers. Romance, por exemplo, já sabemos que não vai acontecer!

Não é só treta. Tem emoção, estresse. Os conflitos são em relação ao que acontece no programa e podem ser pessoais ou podem ter a ver com amizades que se criam com a convivência”, adianta o diretor Rodrigo Carelli. Ainda segundo ele, é interessante essa proposta de todos os cozinheiros dividirem o mesmo teto porque é o que nenhum queria em hipótese alguma.

Tudo que eles não queriam era estar ali o tempo todo. Os cozinheiros geralmente são pessoas discretas. Então, tem a barra alta, o jeito de a gente pegar os depoimentos. E os conflitos que podem ser vários”, diz o profissional. Quem também aproveitou a oportunidade e deixou um gostinho no ar do que está por vir foi Felipe Bronze, apresentador da atração e renomado chef de cozinha.

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De acordo com Felipe, algumas amizades ficarão abaladas por causa das provas. “Um amigo conta para o outro o que está pensando em fazer para impressionar os jurados e na hora da prova o que ouviu fica sem ideia e copia o que o amigo disse antes. Os dois fazem o mesmo prato e quem copiou se sai melhor. Acho que isso acontece mais de uma vez se não me engano. E aí? Como é que essa amizade fica depois?”, provoca o apresentador.

Outro campo fértil para desentendimentos será entre os próprios jurados. Felipe afirma que cada um tem um perfil e na hora de escolher quem se saiu melhor em determinada prova sempre rola alguma discussão, mas nada sério: “Tenho tendência a valorizar a criatividade, já o Emmanuel a execução. Ailin gosta de entender a ideia. Nem sempre concordamos, é o amor pela cozinha é o que nos une.”

Os jurados

(Foto: Edu Moraes/Record TV)
(Foto: Edu Moraes/Record TV)

Apresentado por Felipe Bronze, que já tem experiência na TV ao comandar o “Perto do Fogão“, no GNT, o programa contará com Emmanuel Bassoleil, que é francês e tem mais de 40 anos de carreira para ser um dos jurados. O profissional é responsável, há 15 anos, pelas cozinhas do hotel Unique e do restaurante Skye. E não pretende imitar o amigo Erick Jacquin nesta nova aventura.

“O Jacquin é meu irmão, um amigo de verdade, e não vou ser uma cópia dele. O programa é bem diferente do ‘Masterchef’ por causa do confinamento e por contarmos com profissionais de verdade no elenco. A gente se emocionou e se divertiu bastante durante as gravações porque teve brigas, puxadas de orelha, mas muito tempero para um programa de TV aberta”, afirma o chef.

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Além dele, a jornalista Ailin Aleixo, que escreve sobre gastronomia há 15 anos e, em 2009, criou um dos principais sites sobre o assunto, o ‘Gastrolândia’, também terá a função de julgar os pratos dos competidores no reality. Ela, que já fez uma participação especial em uma prova do “Masterchef”, garante que é bem difícil estar em uma atração todos os dias e conta que escrever críticas é mais tranquilo que julgar uma pessoa cara a cara, como é feito no reality.

“Aqui é a nossa alma, acompanhamos tudo, é muito diferente fazer uma participação pontual como jurada. Tem sido uma escola para mim porque fazer uma crítica na frente da pessoa não é como fazer uma escrita. O desafio, no ‘Top Chef’, é fazer a pessoa melhorar e não deixar ninguém mal com as observações”, explica.