Com testes não obrigatórios no Catar, Fifa afirma que não houve casos de Covid entre atletas testados; entenda o protocolo

Com os casos crescentes da Covid-19 no mundo por causa da subvariante da ômicron BQ.1, a pandemia do coronavírus não chega a ser uma preocupação na Copa do Mundo. Segunda Fifa, na primeira semana do Mundial, não houve nenhum caso reportado entre os atletas testados até o momento. Porém, o protocolo da competição, em acordo com as autoridades sanitárias do país, não prevê a obrigatoriedade da testagem, há apenas a recomendação.

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Desde o dia 1º deste mês, o ministério da saúde do Catar anunciou o fim da obrigatoriedade dos testes para entrar no país devido aos números baixos de casos. Antes dessa data, todos os estrangeiros tinha de apresentar um teste PCR negativo feito nas últimas 48 horas. Mas a comprovação de vacinação nunca foi obrigatória para os mais de um milhão de torcedores que aportaram ao Catar. Há apenas a forte recomendação de que estejam vacinados para Covid-19, em geral com duas doses da vacina, e influenza.

Ainda assim, algumas recomendações sanitárias continuam, como o uso de álcool gel e a frequente lavagem das mãos. Ainda há avisos sobre os cuidados com a Covid-19 espalhados pela cidade, nos metrôs e nas arenas do Mundial. Nos últimos dias, o uso de máscaras por parte dos voluntários e funcionários da organização nos metrôs e nas arenas aumentou visivelmente. Nas entrevistas com os jogadores na Zona Mista, por exemplo, há distribuição de máscaras descartáveis e o uso é obrigatório em algumas arenas.

De acordo com a Fifa, se alguém envolvido no evento testar positivo, é necessário informar ao ministério da saúde catari, que repassará a informação à entidade. Inicialmente, todos os que vieram ao país para ver ou trabalhar no Mundial também tinham que baixar um aplicativo do governo para informar alguns dados de saúde. Por ali, seriam monitorados em caso de positivo.

O protocolo sanitário em vigor prevê que todos os participantes podem requerer um teste rápido de antígeno de forma gratuita, que será feito na própria acomodação. Até o resultado sair, deve-se permanecer isolado no quarto. Quando se tem um diagnóstico positivo, é necessário fazer um PCR para confirmá-lo, cujo resultado sairá entre quatro e dez horas a depender do participante do evento.

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Quem estiver positivo terá de fazer isolamento de cinco dias a contar da data do resultado do teste. Não há a possibilidade de antecipar o retorno mesmo que não tenha mais sintomas. A liberação só será feita no sexto dia, sem a necessidade de nova testagem desde que a pessoa tenha sintomas leves ou nenhum sintoma.

É o caso do ex-jogador Ronaldo, que está em Doha a convite da Fifa. Ele esteve presente na abertura da Copa do Mundo, no dia 18. Dias depois, após sentir alguns sintomas de gripe, Ronaldo realizou o teste cujo diagnóstico foi positivo. Desde então, ele está em isolamento no quarto hotel, que deve acabar nesta segunda-feira.

Após o jogo de estreia contra a Sérvia, cinco jogadores da seleção brasileira apresentaram sintomas de virose. Alisson, Paquetá e Antony foram liberados do treino por causa do mal estar. A comissão médica da seleção, no entanto, decidiu não testar os jogadores, pois os sintomas não eram os de Covid-19.

Segundo os dados do Our World in Data, a média de casos positivo no Catar, na última semana, foi de 256, quase metade da informada no início do mês. Na última semana, o país teve apenas uma morte por Covid-19. No total, foram 477 mil casos e 685 mortes.