Com sexo sem edredom, expulsão e "suruba", realities brasileiros apostam em pegação para bombar

Com o público migrando da TV aberta e paga para serviços de streaming, os executivos especializados em entretenimento vêm apostando em reality shows para bombar a audiência e compensar a receita perdida nos últimos anos com a concorrência pesada de conteúdo original em diferentes plataformas (Amazon e Apple, Netflix, Warner).

A solução encontrada pela maioria dos serviços é apostar em conteúdo explícito: muitas vezes disfarçados de "realities de convivência", os reality shows de sexo e pegação vêm dominando o mercado brasileiro, que além de clássicos como 'De Férias com o Ex' tem agora a estreia de 'Brincando com Fogo', reality da Netflix.

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A atração traz todas as fórmulas clichês dos reality shows de pegação: pessoas de beleza padrão, jovens e semi nuas disputando um prêmio em dinheiro e incentivadas por dinâmicas e festas regadas a álcool a fazerem sexo, brigarem e, em resumo, trazerem audiência para os grandes estúdios e canais. A diferença de 'Brincando com Fogo' é a premissa que tenta "desviar" o olhar do público, já que na casa os participantes não podem transar ou fazer qualquer tipo de insinuação sexual (inclusive masturbação), tudo sob a suposta desculpa de criar um relacionamento significativo antes de partir para o sexo.

Com os participantes disputando um prêmio de R$500 mil, cada infração sexual tira dinheiro do valor final. Um beijo, por exemplo, custa R$10 mil, e um selinho R$4 mil. Mas nem o público nem os participantes caem na armadilha de acreditar na suposta premissa do programa: mesmo que o regime seja de abstinência, o reality aposta em sexo e nas puladas de cerca dos participantes, tudo em busca de audiência e fama passageira nas redes sociais. Nos primeiros quatro episódios, os participantes já transaram, fizeram uma "suruba" na piscina durante uma das festas, trocaram de casais e protagonizaram diversas brigas e crises de choro.

O formato pode parecer divertido e inocente, mas nem sempre reunir pessoas com o intuito de incentivar pegação e discórdia acaba bem. O exemplo é o reality 'Soltos em Floripa', que está em sua segunda temporada e traz sete jovens de vários lugares do Brasil passando alguns dias em uma casa de praia em Florianópolis. Nesta temporada, o influenciador digital Luan Cavati foi expulso após tentar agredir a namorada dentro do reality, Beatriz Garcia, além do colega de confinamento Murilo Dias. Em seus stories, Luan afirmou que o formato do reality incentivou sua já existente agressividade, e que acabou perdendo o controle dentro da casa.

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