Com nova mecânica, 'LoL:Wild Rift' acompanha migração de gamers para mobile

BEATRIZ VILANOVA
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "League of Legends: Wild Rift", um dos jogos mais esperados pela comunidade gamer para este ano, finalmente terá a sua versão beta lançada no Brasil nesta segunda-feira (29). O game gratuito é uma opção mobile do famoso Multiplayer Online Battle Arena (Moba) 5v5, que já havia lançado uma versão aberta na Ásia, Europa, Oceania e Oriente Médio. Por causa do atraso na América, a Riot disponibilizará algumas recompensas aos jogadores, como facilidade na aquisição de brindes. Após sete anos de desenvolvimento, "Wild Rift" promete a mesma jogabilidade de seu original, mas com controles reformulados e partidas com tempo otimizado para dispositivos móveis. "Será a melhor experiência competitiva possível para celulares", garantiu Ben Forbes, líder de comunicação do game, à imprensa. Ele afirmou inclusive que o jogo será destinado a jogadores de diferentes níveis, e o definiu como "fácil de entrar, mas difícil de dominar". "Criamos 'Wild Rift' para expandir o jogo a novos jogadores. [...] Queremos que essa seja a melhor forma para os amigos dos utilizadores começarem a entrar no mundo de 'League of Legends'", diz Forbes. "Temos a filosofia de ir para onde o jogador está: se ele está no aparelho móvel, iremos criar ótimas experiências nessa plataforma. Se, de um momento para o outro, o mundo todo começar a jogar em realidade virtual, por exemplo, investiremos nisso". Maddy Wojdak, estrategista de crescimento do game, completa: "Não acho que iremos perder jogadores do 'LoL' [versão PC], mas sim que estamos criando possibilidades para novos gamers aderirem a essa experiência". Entre as novidades de "Wild Rift" estão as opções de customização, que se aplicarão não só às skins temáticas, como também às poses, ícones, emotes, emblemas, baubles e até à comunicação e visibilidade dos nomes dos jogadores. Houve também uma preocupação com o equilíbrio das equipes, com as preferências das posições -que poderão ser elencadas em ordem de favoritismo-, e até com o comportamento dos jogadores, a fim de evitar trapaças e "intentional feeding" (morte intencional, que beneficia o time oponente). Com a intenção de explorar o jogo em múltiplas plataformas, a Riot também garantiu o lançamento para consoles, embora esta versão ainda enfrente alguns desafios. "Sem dúvidas, um deles é o controle. É algo que, para todos os campeões [nome dado aos personagens] deve haver um alinhamento [com os comandos de 'LoL']", diz David Xu, líder de produção de campeões do jogo. "Outro aspecto é a arte. Temos que pensar na fidelidade e no tamanho da tela. No console, a arte será muito diferente do que no celular". A equipe de comunicação reforça que o jogo tem sido construído essencialmente com base nos feedbacks dos jogadores que já o experimentaram. Um dos apontamentos considerados por eles foi a falta de personagens não humanóides, o que resultou na inclusão futura de personagens como Galio, Rammus, Khazix, Rengar e Renekton -todos com mecânicas levemente adaptadas para esta versão. A intenção deles é lançar dois campeões por mês. Ainda não há uma confirmação de campeonatos oficiais da Riot para o game, como aconteceu com "Valorant", lançamento mais recente da empresa. Porém, torneios informais da comunidade já acontecem ao redor do mundo, com equipes formadas por organizações como a Team Liquid, Na'Vi e a brasileira Vivo Keyd. O lançamento do jogo, previsto para o primeiro semestre deste ano, ainda será pautado por uma série de eventos e criação de conteúdo dentro e fora do jogo. Para jogá-lo no Android, o aparelho precisa contar com um mínimo de 2 GB de memória RAM e processador quad-core de 1,5 GHz; enquanto na Apple, o requisito é ter um iPhone 6 Plus ou superior. Celulares de última geração ainda têm a oportunidade de experimentar o jogo em frequência Hertz 120. "LoL: Wild Rift" foi anunciado em outubro de 2019, durante a festa de aniversário de dez anos de "League of Legends. Na ocasião, também foram anunciados outros três jogos (um de cartas online, um de tiros e um de luta, inspirado em games como "Street Fighter"), além de uma série animada de TV, "Arcane", que foi adiada para 2021 devido à pandemia da Covid-19. "Esperançosamente, vamos aumentar nossa audiência. Algumas pessoas gostam de jogar cartas, outras de jogar no celular. Espero que mais pessoas achem um caminho para se conectar com 'League of Legends'", disse o vice-presidente de Propriedade Intelectual da Riot Games, Jarred Kennedy, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, na época.