Com letras selvagens, Mac Júlia chama atenção de Ludmilla: "Estou vivendo um sonho"

Mac Júlia é autora de
Mac Júlia é autora de "Sofá, Breja e Netflix". (Foto: Divulgação)

Mac Júlia tem 23 anos, é cantora, compositora e mãe de dois filhos. Capa da playlist Rap Brasil no Spotify, ela está se consolidando como um nome forte na cena do rap nacional com letras selvagens que exaltam a potência feminina.

Com mais de 1 milhão de ouvintes mensais na plataforma de áudio, a artista mineira natural de Betim já chamou a atenção de Ludmilla, gravou um cover de “Sofá, Breja e Netflix” no Numanice. "Quem não gostaria de estar no meu lugar?", diz Mac.

"É uma honra ter uma mulher tão fod* quanto a Ludmila propagando nossa letra por aí”. Ela conta que nunca encontrou a carioca pessoalmente, mas já teve a oportunidade de tietar a artista. “Me ligou para elogiar e dizer que tinha feito um cover porque se amarrou”.

Essa não é a única grande colaboração da carreira de Mac Júlia. Ela gravou a música “Se Tá Solteira” com FBF e VHOOR, faixa que viralizou nas redes sociais e se tornou um dos grandes hits de 2021. Gravar com a dupla não foi apenas a realização de um sonho, mas a popularidade da canção e o retorno financeiro serviu como um incentivo para ela continuar firme na carreira após perder os direitos de suas canções, incluindo “Sofá, Breja e Netflix”, que lançou com Pejota.

"Sofri um golpe do meu antigo sócio. Não sou dona dos meus fonogramas, não tenho domínio sobre absolutamente sobre músicas nenhuma que já se passou, a não ser as músicas que eu fiz após tudo isso”, relatou. “O Fabrício [FBF] me ajudou a erguer a cabeça, lançar novas músicas e através dessas parcerias que fiz depois de 'Se Tá Solteira', eu pude ser ao menos um pouco remunerada. Receber pelas músicas que eu fiz”.

Além dos dois hits, a cantora já lançou parcerias com L7nnon, Gabz e Ananda. Recentemente, ela gravou com Jade Baraldo e Karol Conká em “Aguenta Caladinha”, faixa sobre os desafios de ser mulher na sociedade e o constante medo de ser a próxima vítima de crimes bárbaros, citando os casos Mari Ferrer, Maria da Penha e Marielle Franco. "Eu estou vivendo um sonho", comemorou ela.

“É mais uma prova de que se a gente acredita, a gente pode alcançar”acrescentou. “Não fizemos uma música para baladinha. Não fizemos uma música para mainstream. Fizemos uma música para deixar no nosso legado a real mensagem”.

Nesse universo predominantemente dominado por homens no trap, Mac Júlia planeja crescer ainda mais com suas canções e caminhar com outras artistas femininas da cena ao seu lado. “Meu sonho é furar de vez essa bolha e habitar o mainstream com as minhas irmãs, junto com outras mulheres que merecem esse lugar”.