Com Gal Costa, Sepultura e Xamã, FIG tem clima de Virada Cultural em Pernambuco

*ARQUIVO* São Paulo, SP, BRASIL, 11-09-2019: Gal Costa. Gal está lançando novo DVD ao vivo. (Foto: Lucas Seixas/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, BRASIL, 11-09-2019: Gal Costa. Gal está lançando novo DVD ao vivo. (Foto: Lucas Seixas/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante 17 dias, cerca de 850 artistas e grupos participaram da trigésima edição do Festival de Inverno de Garanhuns, cidade no agreste de Pernambuco, cerca de 230 km da capital Recife. De 15 a 31 de julho, nomes dos mais diversos gêneros da música brasileira figuraram na programação.

Num mesmo dia, por exemplo, o público pôde ver em palcos espalhados pela cidade os roqueiros do Sepultura, Jáder e Majur, bons representantes de um movimento LGBTQIA+ com músicas dançantes e letras que geram reflexão, e a forrozeira Bia Marinho.

Passaram pelo evento também Fafá de Belém, Marcelo Falcão, Pitty, Baco Exu do Blues, Felipe Ret, Titãs, Adriana Calcanhotto, Anavitória, Nando Reis, Xamã, Vanessa da Mata, César Menotti e Fabiano, Jota Quest, Luedji Luna e Duda Beat.

O FIG é organizado pelo governo de Pernambuco e, após dois anos de pausa por causa da pandemia de Covid-19, voltou com 25 pontos montados para reunir artistas e profissionais ligados à cultura. Palcos e tendas em praças, parques, ruas, Sesc, entre outros espaços, o que dá para comparar à Virada Cultural de São Paulo, guardadas as proporções.

A programação, além de muita música, englobou cinema, gastronomia, moda, artesanato, teatro, circo, dança, fotografia, além de workshops e debates, com muito espaço ao movimento artístico local.

"Essa base na cultura popular e nas expressões e movimentos artísticos de Pernambuco, cuja diversidade cultural é bastante expressiva, é o que continua sendo até hoje nosso eixo", afirma André Brasileiro, coordenador-geral do FIG. "É o que torna o FIG peculiar e único, mesmo quando promove a circulação de artistas nacionais e internacionais que transitam por outros festivais do país, só no FIG o público terá essa oferta incrivelmente múltipla, que passa por diversos estilos de música, de dança, teatro, circo, audiovisual e todas as demais linguagens da arte que ele contempla."

Segundo a organização, 1,4 milhão de pessoas circularam pela cidade de pouco mais de 140 mil habitantes. Na última edição, em 2019, durante 10 dias de festival o número foi de 600 mil pessoas. O clima pelas ruas, com asfalto geralmente molhado nesta época do ano pela garoa característica da região, é de segurança, mesmo durante a madrugada e em ruas já vazias.

A título de curiosidade, Garanhuns está ao lado Caetés, que era distrito do município vizinho até 1963 e foi onde Lula nasceu. O ex-presidente, inclusive, esteve na cidade na semana inicial do festival durante um tour pelo Nordeste.

"Comemorar 30 anos de um Festival realizado pelo poder público e pensado como uma política de Estado é algo muito importante para o país que sofre com diversas descontinuidades de atividades culturais", diz André Brasileiro.

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