Com conto de fadas pornô e edição enxuta, MITsp volta ao teatro com atores e plateia

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.10.2018 - A atriz e curadora Andreia Duarte. (Foto: Marcus Leoni/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.10.2018 - A atriz e curadora Andreia Duarte. (Foto: Marcus Leoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após dois anos pandêmicos, a MITsp, Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, retorna aos palcos paulistanos numa versão mais enxuta do que às anteriores. O evento, que neste ano chega à sua oitava edição, acontece entre os dias 2 e 12 de junho, de acordo com a programação anunciada pelos organizadores nesta segunda.

Com um orçamento 46% menor do que à edição presencial anterior, ocorrida em 2020, a MITsp deste ano captou cerca de R$ 2,4 milhões —valor com desconto da inflação— e traz um catálogo de apresentações com menos estreias do que o habitual, sendo três brasileiras e uma estrangeira.

Entre as nacionais, estão as peças "História do Olho - Um Conto de Fadas Pornô-noir", dirigida por Janaína Leite —montagem inspirada num dos livros eróticos mais famosos de Georges Bataille—, "Antes do Tempo Existir", de Andreia Duarte —obra criada a partir da palestra-performance "O Silêncio do Mundo", de 2020, e "Um Jardim para Educar as Bestas", de Eduardo Okamoto —com inspirações em textos de Valter Hugo Mãe, Ariano Suassuna, Guimarães Rosa e Euclides da Cunha.

Já o destaque internacional da edição —e a primeira peça produzida pela MITsp— é "Tragédia e Perspectiva 1 - O Prazer de Não Estar de Acordo", dirigida pelos argentino Lisandro Rodríguez e brasileiro Alexandre Dal Farra —parceria já selada em outros trabalhos, como "Abnegação III - Restos".

Fora das estreias, há ainda peças como "O Martelo e a Foice", monólogo dirigido por Stefan Kaegi que traz um enredo sobre crimes de colarinho branco e crises do capitalismo, e "Vale da Estranheza", de Rimini Protokoll, com uma história imersa na engenharia robótica que traz, no palco, a figura de um ser humano-robô.

"A gente tem chamado esta edição de ‘versão pocket’", diz Antônio Araújo, organizador da MITsp. "Estamos vivendo agora, [com a volta do presencial], um ‘ano passado eu morri, mas esse ano não morro’. Mas, claro, isso tem um preço. E a gente teve que fazer uma versão menor, devido à situação econômica, não só brasileira, mas global."

Além dos espetáculos, o público da MITsp também poderá participar de oficinas, debates e palestras relacionadas ao setor teatral. Para ver a lista completa da programação basta acessar o site do evento.

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