Clínicas particulares devem comprar 5 milhões de vacina da Índia; entenda

Redação Notícias
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(Himanshu Sharma/NurPhoto via Getty Images)
(Himanshu Sharma/NurPhoto via Getty Images)

A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que o setor está em negociações para comprar cerca de cinco milhões de doses da Covaxin, vacina contra a covid-19 que é fabricada pela indiana Bharat Biotech.

O produto obteve no sábado (2) uma recomendação de uso emergencial na Índia, mas os dados sobre a sua eficácia ainda são desconhecidos do grande público. A ABCVAC acredita que até março as cinco milhões de doses deverão ter chegado ao Brasil. A aplicação, porém, é outra história.

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Para ser aplicada em território nacional, a vacina deve ser registrada ou receber aval para uso emergencial no Brasil. E para que isso aconteça, a fabricante da vacina, no caso a Bharat Biotech, precisa pedir essas permissões à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A vacina, administrada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas, induziu um anticorpo neutralizante, provocando uma resposta imune e levando a resultados eficazes em todos os grupos de controle, sem eventos adversos graves relacionados à vacina. Na última fase antes da liberação para uso emergencial, ela foi aplicada em 26 mil voluntários em 22 localidades da Índia”, afirma a ABCVAC.

Em nota, a Bharat Biotech disse que iniciou procedimentos junto à Anvisa para "submissão contínua" dos resultados da vacina e agora aguarda o retorno da agência para entrar no mercado brasileiro. A ideia é acelerar o processo de registro na Anvisa. Outros quatro laboratórios (AstraZeneca, Butantã, Janssen e Pfizer/BioNtech) também adotaram este procedimento.

“A previsão é a de que seja lançada no mercado em fevereiro de 2021, e a projeção é a de que sua validade contra a covid-19 seja de 24 meses”, afirmou a associação.

A Covaxin pode ser armazenada sob temperatura de 2 a 8 graus, mesmo intervalo utilizado na rede de frios do SUS.