Cinema prevê crescimento de 68% nas bilheterias em relação a 2020

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A reabertura de salas de cinema em todo o mundo e o avanço da vacinação contra a covid-19 deve levar a um crescimento de 68% nas bilheterias globais em relação ao ano passado. Ainda que a ameaça da variante Delta seja um fator, enquanto os primeiros meses do ano foram responsáveis por um número menor do que o esperado, a notícia é considerada positiva para estúdios, distribuidoras e donos de salas de exibição que enxergam, aos poucos, uma retomada.

Velozes e Furiosos 9 segue o filme de maior sucesso em 2021, tendo acumulado mais de US$ 714,4 milhões em bilheterias até o momento. Ele também foi um dos responsáveis por essa ideia de que o passado pandêmico está ficando para trás, já que as bilheterias totais de 2020 foram batidas no período de janeiro a agosto deste ano — e o filme familiar, que chegou às telas no final de junho, foi um dos grandes responsáveis por esse estirão.

Os números são da Gower Street Analytics, que divulga estimativas anuais para o setor de cinema. De acordo com os especialistas, a previsão é de um faturamento total de US$ 20,2 bilhões nas bilheterias de todo o mundo até o final de 2021, um resultado considerado bom para um período em que o coronavírus ainda é um fator, mas muito abaixo do que foi obtido em 2019, considerado um ano recorde para a indústria do cinema — o total previsto agora é 52% menor.

<em>Análise de 2021 mostra redução de mais de 50% nas bilheterias de 2021 em relação aos anos pré-pandemia, mas também demonstra retomada e traz boas notícias para o setor após um 2020 difícil (Imagem: Divulgação/Gower Street)</em>
Análise de 2021 mostra redução de mais de 50% nas bilheterias de 2021 em relação aos anos pré-pandemia, mas também demonstra retomada e traz boas notícias para o setor após um 2020 difícil (Imagem: Divulgação/Gower Street)

A situação de cada país em relação à pandemia é diferente e, com isso, também variam os resultados internacionais. Enquanto 78% das receitas totais da indústria do cinema devem vir de fora dos EUA, a América Latina deve ser a que menos contribuirá para isso, com um total estimado de US$ 900 milhões até o fim do ano. Na ponta oposta está a China, que deve voltar a ser o maior mercado mundial com US$ 6,6 bilhões; depois vem a Europa, o Oriente Médio e a África (US$ 4,3 bilhões); e, por fim, a região Ásia-Pacífico, com US$ 3,86 bilhões.

De acordo com a estimativa da Gower Street Analytics, 87,6% das salas de cinema do mundo já estão abertas, mas a maioria dos países ainda tem restrições quanto à lotação máxima e menos sessões por dia devido ao tempo necessário para higienização, o que acaba refletindo diretamente na bilheteria. Os analistas também citam lançamentos simultâneos em serviços de streaming como um fator que reduz os números do setor.

Entretanto, há boas perspectivas quanto a grandes lançamentos que chegam às salas de forma exclusiva ou, pelo menos, bem antecipada, neste fim de ano. O levantamento cita Venom: Tempo de Carnificina, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, The Matrix Resurrections, Duna e 007: Sem Tempo Para Morrer como longas que devem ampliar os resultados e garantir que a estimativa seja atingida neste último trimestre.

Fonte: Canaltech

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