Cinco pontos importantes das indicações ao Oscar

Andrew MARSZAL
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Uma estátua de um Oscar no tapete vermelho para a cerimônia de premiação de 2016.

As indicações ao Oscar, anunciadas nesta segunda-feira (15), consolidaram a liderança de "Mank" na corrida pelas estatuetas premiadas e garantiu várias indicações para outros favoritos, como "Nomadland" e "Os 7 de Chicago".

Mas houve muitas surpresas e recordes entre os escolhidos pela Academia, desde marcos de diversidade até um local inesperado para a cerimônia de premiação em 25 de abril.

Aqui estão cinco pontos importantes das indicações ao Oscar:

- Quem é o melhor ator coadjuvante? -

O debate sobre se este ano há um melhor ator coadjuvante já definido é sempre levantado. Porém, diante do filme "Judas e o Messias Negro", não parece haver uma escolha óbvia.

O vencedor do Globo de Ouro por esse filme, Daniel Kaluuya, e LaKeith Stanfield foram indicados para melhor ator coadjuvante por suas interpretações do ativista negro dos direitos civis Fred Hampton e do informante do FBI William O'Neall.

Ao contrário de outros prêmios, as indicações ao Oscar colocam os atores na categoria em que recebem mais votos.

"Apenas os votantes do Oscar poderiam assistir a um filme sobre dois homens negros e decidir que ambos deveriam ser personagens coadjuvantes", twittou o crítico de cinema do Telegraph, Robbie Collin.

- #OscarsMuitoDiversos -

Após anos de críticas de #OscarsSoWhite (Oscars muito brancos), as indicações desta segunda-feira quebraram alguns recordes de diversidade racial.

Steven Yuen se tornou o primeiro asiático-americano a ser indicado ao prêmio de melhor ator por "Minari" e vai competir contra Riz Ahmed ("O Som do Silêncio"), o primeiro paquistanês a ser indicado.

Viola Davis se tornou a atriz negra mais indicada da história, obtendo sua quarta indicação por "A Voz Suprema do Blues". E ela vai competir com Andra Day, por "Estados Unidos vs. Billie Holiday", marcando a primeira vez que duas mulheres negras apareceram nesta categoria.

Mas "A Voz Suprema do Blues" e "Uma Noite em Miami", dois filmes aclamados com atores e diretores negros, ficaram de fora da cobiçada indicação ao Oscar de melhor filme.

- "Ao vivo da plataforma 8" -

Antes de as indicações serem reveladas, o presidente da Academia, David Rubin, deu a notícia de que o Oscar deste ano será dividido entre dois locais: o tradicional Dolby Theatre de Hollywood e uma estação de trem.

Ainda não foram dados muitos detalhes, mas a enorme Union Station no centro de Los Angeles permitirá um grande distanciamento social entre as estrelas, o que parece indicar uma opção mais presencial do que virtual para a entrega de estatuetas.

- O 36º é o charme -

O cinema romeno, que tem uma longa história de rejeição pela Academia, já tendo submetido 35 filmes para consideração, recebeu sua primeira indicação.

O chocante documentário de corrupção "Collective" não apenas garantiu para o país do Leste Europeu uma indicação para melhor filme estrangeiro, mas também acrescentou uma segunda indicação de melhor documentário.

A Tunísia também recebeu sua primeira indicação ao Oscar por "The Man Who Sold His Skin", em uma sétima tentativa na categoria de filmes estrangeiros.

Ambos competem com a "Druk: Mais uma Rodada" (Dinamarca, Holanda, Suécia), que também rendeu a Thomas Vinterberg a indicação de melhor diretor.

- Jovem promissora -

No outro extremo do espectro, o reconhecimento do Oscar veio surpreendentemente rápido para a diretora britânica Emerald Fennell, de 35 anos.

Com "Bela Vingança", a atriz Fennell se tornou a primeira mulher a ser indicada para dirigir seu filme de estreia.

O thriller feminista sobre uma jovem que finge estar bêbada em bares para forçar os homens a revelarem sua misoginia terminou com cinco indicações, incluindo as de Melhor Filme e Melhor Atriz, com Carey Mulligan.

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