Chris Pratt volta a enfrentar criaturas de CGI assassinas em 'A Guerra do Amanhã'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Revelado na série de comédia "Parks & Recreation", em que fazia um tipo bobalhão e desligado, Chris Pratt fez com maestria o salto da televisão para os cinemas. Ele ganhou um corpo musculoso, transformou seu visual naquele cobiçado por produtores de filmes de ação e deixou de ser um coadjuvante das telinhas para virar um dos atores mais bem pagos de Hollywood.

Tudo graças a "Guardiões da Galáxia", filme da Marvel que soube unir sua vocação para o humor com o novo porte viril. Pratt, por sua vez, também usou o corpo para estampar capas de revista em que vestia regatas molhadas ou empunhava machados sem motivo aparente --mas que ajudavam o peitoral definido a marcar a roupa.

De lá para cá, ele foi convidado para estrelar outra superfranquia bilionária, também de ficção científica --"Jurassic World". Agora, estampa os cartazes de "A Guerra do Amanhã", produção do Amazon Prime Video que estreia nesta sexta (2), com um orçamento generoso e uma verdadeira fanfarra de efeitos especiais e cenas de ação.

"Antes de ser ator eu fui atleta, e existe um desafio físico em todo filme de ação. É como o início de uma temporada de luta livre ou de futebol americano --existe um aspecto de trabalho em equipe, exige preparo físico e você precisa estar em boa forma", diz Pratt, por videoconferência.

"A Guerra do Amanhã", no entanto, é descrito pelo ator como um projeto um pouco diferente da maioria dos filmes de ação por aí. É, acima de tudo, um drama familiar, que toca temas sérios, ele avalia. "Os filmes dos 'Guardiões da Galáxia' e de 'Jurassic World' me puseram numa posição de poder escolher os trabalhos que quero. Eu não quero me limitar a esse tipo de filme, mas esse roteiro chegou na minha mesa e eu gostei tanto que o escolhi independentemente do gênero."

À frente de "A Guerra do Amanhã" está o diretor Chris McKay, que já havia trabalhado com o xará em "Uma Aventura Lego", só que como montador. No elenco, Pratt é escoltado pelo oscarizado J.K. Simmons e por outros nomes que fizeram fama na TV, cado de Sam Richardson, de "Veep", e de Yvonne Strahovski, de "O Conto da Aia".

A trama de "A Guerra do Amanhã" é terreno fértil para o novo Chris Pratt, já habituado com explosões cinematográficas e criaturas de CGI assassinas. Aqui, ele dá vida a Dan Forester, um veterano que, durante uma partida de futebol --que o Brasil está vencendo, veja só--, é surpreendido por um grupo de pessoas que surgem no meio do campo graças a um portal.

Elas são viajantes do tempo e vieram para anunciar que, em 2051, a humanidade vai perder uma guerra contra uma raça alienígena. Eles precisam que os habitantes do presente se alistem no exército global montado pelas nações do futuro para ajudar a vencer a disputa --o que inclui lutar na mesma frente que seus filhos, sobrinhos e netos, e é aí que mora o arco dramático do personagem principal.

Ele escolhe viajar no tempo para garantir um futuro para sua filha, mas a jornada também vai ajudá-lo a fazer as pazes com o passado turbulento que tem com o pai.

"É difícil achar esse tipo de emoção num filme de ação ou aventura. Mas o roteirista, Zach Dean, fez um bom trabalho na hora de criar esse cenário de um pai sendo testado. Esse é o tipo de coisa que os estúdios sempre tentam empurrar em suas grandes histórias comerciais, mas que normalmente não fica orgânico ou bem executado."

Já o diretor, Chris McKay, acha que o poder de atração de "A Guerra do Amanhã" está ainda no contexto no qual o filme está sendo lançado. É fácil encontrar referências às incertezas e medos provocados pela pandemia na trama, diz ele.

"Eu nunca passei por algo assim em toda a minha vida. Nós estamos falando de não saber como vai estar o mundo daqui a quatro, seis meses. Não temos mais certeza de nada. É algo parecido com o que acontece no filme, porque estamos falando de um evento que muda a vida de todos e ao qual o mundo não sabe reagir direito. Fora que, tradicionalmente, aliens funcionam como metáforas para ameaças reais", afirma McKay.

Em "A Guerra do Amanhã", essas criaturas são inteligentes, enormes e implacáveis. Os extraterrestres destroem com facilidade qualquer coisa em seu caminho, e a população humana é rapidamente dizimada, restando aos poucos sobreviventes buscar ajuda com seus antepassados. Em meio às várias explosões que acompanham os personagens, fica a dúvida: será que o longa não ficaria melhor na telona de um cinema, em vez de numa plataforma de streaming?

É claro que sim, diz McKay. Mas o diretor diz acreditar que, com as tecnologias cada vez mais potentes presentes em nossas casas, é possível se divertir de forma semelhante mesmo sentado no sofá. "Mas diga às pessoas para desligarem o celular", completa Pratt.

"O cinema é uma das poucas coisas capazes de nos convencer a fazer isso. É uma experiência na qual um grupo de pessoas concorda em não ficar no celular por duas horas. Então façam isso em casa também para ter uma experiência legal. E ainda tem uma vantagem: você não precisa esconder doces comprados em outro lugar na hora de entrar na sala, porque você vai estar em casa."

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A GUERRA DO AMANHÃ

Quando: Estreia nesta sexta (2), no Amazon Prime Video

Elenco: Chris Pratt, Yvonne Strahovski e J.K. Simmons

Produção: EUA, 2021

Direção: Chris McKay

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