'Choking': por que a asfixia erótica é prazerosa?

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'Choking': asfixia erótica dá prazer, mas deve respeitar regras. Crédito: Getty Creative
'Choking': asfixia erótica dá prazer, mas deve respeitar regras (Foto: Reprodução/ Getty Creative)

Já ouviu falar de 'choking'? A tradução da palavra é algo como asfixia erótica e consiste em ser enforcado (em maior ou menor grau) de maneira sexual, durante as preliminares ou o sexo, como forma de ter prazer. Os adeptos garantem que a prática faz com que o orgasmo seja intenso. Mas, se ser asfixiado não é uma coisa naturalmente agradável, como se explica o prazer dessa prática? 

A psicóloga Fabiane de Faria, especializada em Terapia Cognitivo Comportamental e criadora da plataforma online Aterapia, ajuda a entender o fenômeno

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Choking: de onde vem o prazer?

"Podemos dizer que o prazer vem pela dor misturado com o fetiche, em uma certa situação. Porque não consiste na pessoa ir lá e enforcar a outra, em um ambiente que não seja adequado. É preciso criar um clima para isso acontecer. Existe um acordo entre essas partes", esclarece ela. Então nada de tentar fazer isso com alguém antes de conversar (bastante) sobre o assunto. 

Nada de errado em sentir prazer na dor

Mas faz sentido gostar de sentir dor? Sim. Pode não ser tão usual, mas o choking é perfeitamente natural: se você e seu parceiro ou parceira gostam e é consensual, está tudo certo. 

"O choking, assim como outras práticas, se enquadra no sadomasoquismo, entendido pelos especialistas é dado como uma parafilia: uma forma de obter desejo, excitação, prazer sexual de maneira incomum, sem haver necessariamente penetração ou o sexo. Existem variações dessas práticas, embora possam parecer estranhas, cada pessoa vai ter prazer de uma forma e esse prazer é dado pela dor", explica Fabiane de Faria. 

Regras são importantes

Entre os praticantes de choking ou de outras práticas sadomasoquistas, acordos precisam estar bem estabelecidos. É necessário entender até que ponto cada um pode ir respeitando o corpo, o consentimento e o bem-estar do outro. Para que a prática não seja perigosa, os limites e regras precisam estar bem delimitados. 

"Muitas pessoas praticam e existem regras, existem leis, existem formas de fazer. Tudo o que é feito de forma controlada está disponível para que seja realizado. Se a pessoa realmente tem prazer dessa forma, tem que ir em busca do que dá prazer. Ela tem que fazer, mas ela tem que aprender como fazer, combinar com o parceiro ou parceira, tudo tem que ser feito de maneira bem clara", diz ela.

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