No Chile, 69% da população é contra flexibilização do isolamento social

Para entrar nos estabelecimentos que estão abertos, população chilena deve estar de máscara e a temperatura é medida (Foto: AP Photo/Esteban Felix)

O Chile apresenta baixa taxa de mortalidade da Covid-19: são 19.663 infectados, mais de 10 mil recuperados e 260 mortes. Com esses números, o presidente Sebastián Piñera afirma que o país deve entrar em uma “nova normalidade”, com a volta de escolas e serviços presenciais. No entanto, a maior parte da população é contra a medida.

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Segundo a pesquisa Plaza Pública de Cadem, feita durante a última semana de abril, 69% dos entrevistados são contra a ideia de retomar as atividades, enquanto 29% são a favor.

A pesquisa mostra que 60% das pessoas está de acordo a voltar ao trabalho, no entanto, 78% são contra a mandarem os filhos à escola e 82% não apoiam a abertura de shoppings.

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O país ainda vive isolamento social e os serviços não essenciais estão fechados. Para entrar nos estabelecimentos que estão abertos, os clientes passam pela medição da temperatura, além disso, o uso de máscara é obrigatório em supermercados e no transporte público. A quarentena obrigatória está em vigor em determinadas partes do Chile, onde a situação está mais crítica.

O Chile deveria ter passado por um plebiscito no mês de abril para votar se o país faria uma nova constituição, mas, com a crise do coronavírus, a votação foi adiada para outubro. Sobre esse evento, 64% das pessoas são a favor de votar. A maioria dos entrevistados que aceitariam participar do plebiscito, 65%, votariam a favor de uma nova assembleia constituinte.

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Sobre a aprovação do presidente Sebastián Piñera, o índice é de 25%, o mais alto desde 18 de outubro de 2019, quando começaram as manifestações no país. A desaprovação é de 64%, número mais baixo nos últimos seis meses. Em relação à crise do coronavírus, 40% aprova a gestão do governo.