Charles Manson: conheça a história do mentor de assassinatos em Hollywood

Charles Manson em 1969 (Foto: John Malmin/Los Angeles Times via Getty Images)

Charles Manson foi retratado recentemente no último filme de Quentin Tarantino, 'Era uma vez em... Hollywood' e na 2ª temporada da série ‘Mindhunter’, da Netflix (em ambas as produções é interpretado por Damian Harriman), trazendo novamente à tona partes de sua louca história de vida.

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Desde a infância, Manson passou por situações de violência: filho de pai desconhecido, nasceu em 12 de novembro de 1934, em Ohio (EUA). Sua mãe, Kathleen, tinha 16 anos e era uma jovem alcoólatra e foi presa por roubo quando ele tinha 5 anos. Manson foi morar com os tios fanáticos religiosos, uma experiência fundamental na sua vida.

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Cadeia, música e psicologia

Manson foi levado de volta pela mãe para uma nova temporada em quartos de motel, entre os namorados e muita bebida. Em 1945, Kathleen se cansou do filho e o mandou para uma instituição juvenil, ele tinha 10 anos de idade.

A partir de então, ele entrou num ciclo de fugas e prisões por anos, até ser liberado em 1967. Entre uma temporada e outra na cadeia, Manson aprendeu técnicas de psicologia, princípios de controle mental e a tocar guitarra, sendo um músico razoável e fanático pelos Beatles.

No começo de 1968, em São Francisco, Charles Manson já tinha um grupo de amigos e seguidores, a chamada “Família Manson”, que viajou com ele por toda costa da Califórnia em um ônibus até Los Angeles.

Beatles e guerra racial

Manson queria investir em sua carreira musical. Ele chegou a gravar um disco e começou a frequentar eventos de Hollywood, usando as meninas da Família como isca. O líder levou sua turma para o Rancho Spahn, nos arredores de Los Angeles. Spahn foi usado anos antes como cenário para faroestes de baixo orçamento – que serviram de referência-base para o filme de Tarantino. Nessa época, a Família Manson já contava muitos jovens.

Manson seguia querendo ser músico e, como não conseguia, foi se tornando agressivo e adepto de rituais satânicos. Em 1968, os Beatles lançaram o álbum 'Branco', com as músicas 'Revolution' e 'Helter Skelter’ – às quais fez uma interpretação equivocada e alucinada. Segundo ele, uma guerra deveria começar com crimes que deixassem os brancos contra os negros.

Assassinatos em série em Hollywood

Atriz Sharon Tate (Foto: Getty Images)

Na madrugada de 9 de agosto de 1969, Tex Watson, Susan Atkins, Linda Kasabian e Patricia Krenwinkel foram até 10050 da Cielo Drive, em Bel Air, a mando de Manson e assassinaram com facadas e tiros a jovem atriz Sharon Tate, grávida de oito meses e com apenas 26 anos. Mataram também seus amigos Jay Sebring, Wojciech Frykowski, Abigail Folger e o vigia da casa Steven Parent.

O crime brutal da atriz e esposa do diretor Roman Polanski chocou Hollywood, mas demorou mais de dois anos para ser associado a Manson e sua turma.

Prisão perpétua e morte natural aos 83 anos

Depois de uma longa investigação, a polícia chegou até Charles Manson. Ele e alguns seguidores foram presos várias vezes por roubos de carros e, em uma de suas prisões, Susan Atkins confessou sua participação na morte de Tate e outros crimes para uma colega de cela.

Logo, chegaram até Manson como mandante dos crimes. Ele e os outros quatro assassinos foram condenados à pena de morte, mas como um ano depois foi extinta na Califórnia, receberam como pena a prisão perpétua. Em 2017, ele morreu de causas naturais aos 83 anos.