Chape chega a acordos com 93% das famílias no acidente de 2016

Chapecoense enfrentou o Joinville, antes da pandemia. Clube terá parceiros no departamento de futebol. Foto: Renato Padilha/AGIF

A Chapecoense passa por um momento de reestruturação financeira, como muitos clubes brasileiros. A diretoria segue diminuindo custos para trabalhar dentro da sua realidade, após ser rebaixada para a Série B, depois de seis temporadas seguidas na Série A.

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O blog fez uma entrevista exclusiva com o presidente Paulo Magro, sobre a situação difícil, busca por uma parceria e a negociação com as famílias do acidente de 2016. Acompanhem.

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O Campeonato Catarinense volta no início de maio ou não tem nada definido?

Ainda não saiu a resposta da secretaria de saúde e do governo do Estado. Semana passada, os clubes encaminharam um protocolo com medidas de segurança e estamos esperando o retorno das autoridades. As medidas do governo começaram antes de outros estados e os números de Chapecó são menores do que outras cidades. Algumas atividades foram liberadas gradativamente e existe a expectativa para o futebol.

Como o Sr. projeta a gestão daqui para a frente?

Primeiro, tivemos uma perda financeira muito grande de R$ 11 milhões com a queda para a Série B e teremos mais R$ 35 milhões de prejuízo em 2020, totalizando R$ 46 milhões a menos no orçamento. Reformulamos o plantel, fazendo contratações no padrão da Série B na realidade do clube. Chegamos entre os oito no Catarinense e queremos fazer uma Série B segura, chegando o mais rápido possível nos 45 pontos para seguirmos na competição.

Como será a parceria com a Success Sports no futebol?

O empresário Igor Sveibrucker e o ex-jogador Christian(centroavante, ex-Inter, Grêmio e outros) vão atuar na captação de recursos, troca de conhecimento no futebol, onde o Christian vai atuar sem remuneração, fazendo parte nesta parceria. Queremos mostrar mais nossos jogadores na Europa, com a nossa base muito forte. Entramos com a estrutura e eles com investidores, trazendo jogadores e negociando os nossos. É bem completa, estamos acreditando muito. O negócio tem que ser bom para os dois lados. Este é o nosso projeto maior neste momento. (O contrato será até dezembro de 2023).

O acordo com as famílias do acidente aéreo de 2016, já foi finalizado?

Nós temos duas folhas de pagamentos. Temos 93% dos acordos trabalhistas com as famílias e esses acordos foram feitos para pagamentos em dez anos, acordados na Justiça. Este compromisso temos todo mês, como a folha salarial dos profissionais e funcionários. Dois anos atrás, os acordos começaram a ser desenvolvidos e em 2019, encerramos vários processos. Vimos muito comentários da imprensa que não expressavam a verdade. Temos uma ótima relação com os familiares, através do nossos advogados, e temos orgulho sim de dizer que 93% dos acordos já estão homologados. Faltam cinco que estão sendo encaminhados. A Chapecoense entendeu que isso era necessário e chegou a um bom acordo com as famílias. Em momento algum, viramos as costas para qualquer familiar. Ainda temos o processo na área cível contra a empresa aérea Lamia e o governo boliviano está a par disso.

A Chape está disputando o mata-mata do Catarinense e estará na Série B do Brasileiro.

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