Ator comenta cenas difíceis de filme sobre Suzane Richthofen: "Dois dias chorando"

Allan Souza Lima, Carla Diaz e Leonardo Bittencourt em cena do filme "A Menina que Matou os Pais". Foto: reprodução/Instagram/allansouzalima

Recontar no cinema a história do assassinato dos pais de Suzane Von Richthofen não é tarefa fácil. O ator Allan Souza Lima, que interpreta Cristian Cravinhos, um dos autores do crime cometido em 2002, revelou que a cena mais difícil de realizar no filme “A Menina que Matou os Pais” foi a sequência do tribunal, durante os depoimentos dos envolvidos.

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“Foram dois dias chorando o dia inteiro. Foi um trabalho muito ímpar. Pela primeira vez eu tinha uma limitação de fazer algo dentro do contexto. Ele é paulista, tem trejeitos para falar. Quando eu tive contato com o depoimento [dele], quando ouvi a voz dele, é catártico. A imagem que ele tem é completamente contraditória do que aparentou ser. É pelo o meu estudo com o processo. Ele tem algo muito infantil. Ele era o que mais chorava”, afirmou, em entrevista ao site “Quem”.

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O ator de 33 anos contou que emagreceu cerca de 7kg para as filmagens, que também lhe exigem a aplicação de tatuagens falsas para ficar fisicamente parecido com o Cristian da vida real.

Mas não houve nenhum contato entre os dois. “A produção não autorizou. Eles não têm nenhum envolvimento com o filme, que é baseado nos autos do processo”, disse ele, que contracena com Carla Diaz, intérprete de Suzane, e Leonardo Bittencourt, que dá vida a Daniel Cravinhos.

Allan reconhece que se trata de um filme polêmico. “Tem lado apoiando, outras criticando. Eu, como ator, sempre falo que fazer um personagem é entender a cabeça do ser humano”, argumentou.