Cega em novela, Sophie Charlotte destaca convívio com PCD’s durante “Todas as Flores”

Sophie Charlotte irá viver a mocinha Maíra em
Sophie Charlotte irá viver a mocinha Maíra em "Todas as Flores" (foto: TV Globo/Globo Imprensa)

Resumo da Notícia:

  • Sophie Charlotte volta às novelas após sete anos

  • A atriz se dedicou a trabalhar em séries no Globoplay

  • Na trama de João Emanuel Carneirom, ela vive uma mulher cega

Sophie Charlotte está de volta às novelas após sete anos e comemora mais que o retorno, como também a possibilidade de trabalhar perto de pessoas com deficiência. Maíra, sua personagem em "Todas as Flores", é uma mulher cega, filha de Zoé (Regina Casé).

Criada pelo pai no interior, ela segue a carreira dele e trabalha como perfumista em uma indústria. “Consegui entender, nessa prática, a importância de nós, pessoas que não convivem com a deficiência, na luta anticapacitista no mundo”, avaliou durante a coletiva de imprensa da trama, realizada na última sexta-feira (14).

Sophie contou que tem buscado criar uma ponte entre os públicos através da dramaturgia. Para Maíra, ela se dedicou a desenvolver característica para além da deficiência. “Entender essa deficiência como uma condição que ela convive, mas não a define exclusivamente”, reforçou.

Sophie não é cega, mas no elenco e produção trabalham pessoas com deficiência visual, como a assistente de direção Nathália Santos. Com sua personagem, a atriz quer ajudar outras pessoas a quebrarem estigmas da sociedade sobre esse grupo sem visão. “Precisamos quebrar e entrar em contato para dar voz em potencial para essas pessoas que merecem o seu reconhecimento pelo que são, pelo ofício que exercem”, completou.

Escrita por João Emanuel Carneiro, a novela estreia no Globoplay nesta quarta-feira (19) e contará com cinco capítulos divulgados por semana. “Estou curiosa para entender como a nossa história vai chegar no público. E entender que possibilidades temos com a dramaturgia para levantar assuntos relevantes, necessários e urgentes como a vida das pessoas PCD’s no Brasil atualmente”, concluiu.