Cefaleia e enxaqueca: as diferenças entre dores de cabeça

As dores de cabeça podem gerar até outros sintomas físicos como tonturas e enjoos (Getty Images)

Dor de cabeça é algo que corriqueiramente atinge as pessoas. Os sintomas podem ser leves, podem se estender por um longo período de tempo, ou durar apenas algumas horas. E há também as pessoas que sofrem de dores terríveis, que podem causar até mesmo tonturas e enjoos - e que são chamadas de enxaquecas.

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Entenda a diferença entre enxaqueca e cefaleia e veja como tratar cada uma dessas dores.

Enxaqueca é um tipo de cefaleia

A enxaqueca é caracterizada por uma dor intensa que pode até agravar com incômodo de luz, barulho, entre outros. Provocando até mesmo enjoos. De acordo com Aline Turbino, neurologista, mestre em Neurociências e pesquisadora do Grupo de Cefaleias da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a cefaleia é "qualquer tipo de dor de cabeça". Já a enxaqueca, continua a médica, "é um subtipo específico da cefaleia".

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O diagnóstico deve ser dado por um médico especialista

Segundo a médica especialista, para saber exatamente o tipo de dor que se está sentindo, é preciso buscar ajuda profissional. "Esse tipo de dor deve ser diagnosticada por um neurologista que irá aplicar um exame neurológico completo a fim de determinar se é uma dor primária, ou seja, sem uma outra causa aparente; ou secundária, ou seja, se há um tumor ou alguma outra doença escondida que a está provocando", explica Aline.

Existem cerca de 200 tipos de dores de cabeça

Cada tipo de dor recebe um tratamento específico, de acordo com a neurologista. Por isso é importante o diagnóstico profissional. "Na classificação internacional de cefaleia, temos mais de 200 tipos de dores de cabeça e cada uma deve ser tratada de uma forma específica", argumenta Aline.

A automedicação pode agravar o quadro

Ter dor de cabeça se tornou algo tão corriqueiro na rotina atribulada das pessoas que é bastante comum também a automedicação. Mas, segundo a médica, esse é um problema ainda maior do que a dor de cabeça em si: "A automedicação é hoje a principal causa de enxaqueca crônica, ou seja, do paciente possuir mais de 15 dias de dor de cabeça por mês", observa. "Aconselhamos evitar a automedicação e que realmente o paciente procure um neurologista."

Além disso, medicar-se sem a orientação de um profissional especializado pode provocar desdobramentos ainda mais indesejados. "A automedicação pode resultar em problemas gástricos, refluxo, problemas renais, hepáticos e até mesmo intestinais", conclui a neurologista.