CBF admite erro em revisão do gol do São Paulo contra o Ceará

Gabriel Santos
·3 minuto de leitura
Jogadores de Ceará e São Paulo discutem com o árbitro (Kely Pereira/AGIF)
Jogadores de Ceará e São Paulo discutem com o árbitro (Kely Pereira/AGIF)

A CBF admitiu em nota oficial publicada em seu site na noite desta quinta-feira (26), que houve um erro de comunicação entre o VAR e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães no gol anulado do São Paulo no empate por 1 a 1 contra o Ceará, no Castelão.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Esportes no Google News

De acordo com a CBF, 'uma comunicação paralela, mantida entre o árbitro central e o quarto árbitro, a respeito da aplicação de um cartão amarelo para um jogador do Ceará, prejudicou a comunicação que vinha sendo mantida entre o árbitro de campo e o VAR. E fez com que o árbitro central não ouvisse a solicitação da cabine do VAR e autorizasse o reinício da partida'.

Leia também:

O Tricolor entende que a situação teve um erro de direito, quando o árbitro erra a aplicação de uma regra e que pode levar à anulação de uma partida. O diretor de futebol Raí, afirmou que havia a possibilidade do São Paulo de pedir a anulação do jogo. Vale ressaltar que o clube ainda não protocolou o pedido de anulação na entidade.

A entidade chamou os clubes para irem pessoalmente à sede da entidade para esclarecer as dúvidas.

Veja a nota oficial da CBF

Após a análise dos áudios e imagens da cabine do VAR e dos fatos ocorridos na partida entre Ceará Sporting Club e São Paulo Futebol Clube, realizada nesta quarta-feira (25), pelo Campeonato Brasileiro da Série A, a Comissão Nacional de Arbitragem esclarece a cronologia dos acontecimentos que levaram à anulação de gol do São Paulo Futebol Clube:

1 – Importante registrar que, inicialmente, a arbitragem de campo, diante do lance concluído, marcou impedimento do atacante do São Paulo, invalidando o gol.

2 – Após a primeira checagem da jogada de ataque do São Paulo, o árbitro de vídeo informou tratar-se de lance legal, o que fez com que o árbitro central validasse o gol para a equipe visitante de forma factual, ou seja, sem necessidade de ir até a área de revisão.

3 – Constatado que haveria mais um lance a ser revisado, o árbitro de vídeo imediatamente iniciou este segundo procedimento de checagem, momento em que solicitou ao árbitro central que aguardasse o processo ser concluído para, aí sim, determinar o reinício da partida.

4 – Acontece que uma comunicação paralela, mantida entre o árbitro central e o quarto árbitro, a respeito da aplicação de um cartão amarelo para um jogador do Ceará, prejudicou a comunicação que vinha sendo mantida entre o árbitro de campo e o VAR. E fez com que o árbitro central não ouvisse a solicitação da cabine do VAR e autorizasse o reinício da partida.

5 – Imediatamente o VAR alertou ao árbitro, que interrompeu a partida para que o procedimento de checagem, que já estava em curso antes do reinício, fosse concluído.

6 – Por fim, o VAR comunicou ao árbitro central que o lance que deu origem ao gol foi ilegal e que, portanto, deveria ser mantida a decisão inicial da arbitragem de campo, que invalidou o gol de forma correta.

Diante do ocorrido, a Comissão Nacional de Arbitragem facultou aos clubes envolvidos na partida a possibilidade de comparecerem à sede da Confederação Brasileira de Futebol para os esclarecimentos que se façam necessários.