Cauã Reymond diz que 'Um Lugar ao Sol' é o trabalho mais difícil de sua carreira

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Ator caracterizado de Christian e Renato (Foto: Fabio Rocha/Globo)
Ator caracterizado de Christian e Renato (Foto: Fabio Rocha/Globo)

"Um Lugar ao Sol", primeira novela inédita da faixa das nove após a pandemia, estreia nesta segunda-feira (8) com Cauã Reymond como protagonista. Na trama, o ator interpreta os gêmeos Renato e Christian, separados com menos de um ano de idade. Mesmo com sua vasta experiência na dramaturgia, Cauã acredita que o trabalho, que já foi todo gravado, é o mais difícil de sua carreira.

"Com três meses de antecedência, eu comecei a ensaiar e me preparar. Faz parte do trabalho, do meu desejo de entregar um trabalho de qualidade", diz ele, que estava receoso com a retomada, não só pela pandemia, mas por ter passado tanto tempo sem fazer novelas. "Fiquei quase seis anos sem fazer novela, estava muito inseguro, sabia que ia ser difícil. Posso dizer que foi o trabalho mais difícil que já fiz em termos de complexidade", revela.

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Em dose dupla

Para compor os personagens, Cauã contou com a ajuda da coach e preparadora de elenco Andreia Cavalcanti. A profissional já havia trabalhado com o global em outros projetos, como no filme "O Caçador" (2011). Segundo Cauã, tudo foi muito conversado com a autora Lícia Manzo e o diretor Maurício Farias nos bastidores. As reuniões deram confiança para ele entrar relativamente seguro no set.

Paralelamente, Cauã procurou outros atores que já interpretaram gêmeos na televisão para pegar algumas dicas e referências. Ele próprio já havia interpretado gêmeos na minissérie "Dois Irmãos", exibida em 2016, mas o trabalho nem se compara ao que é exigido de uma novela no horário nobre. 

"É raro um ator receber esse desafio [de interpretar gêmeos]. Duas vezes é mais raro ainda. Ao meu favor tem o texto da Lícia, que apontava caminhos muitos sólidos para esses irmãos. Construí junto com o Maurício [Farias]. Criamos tudo com muito cuidado. Ele foi muito aberto. A novela recebeu o cuidado de um seriado. Os primeiros 10 capítulos foram feitos como se fosse uma série", afirma.

Gravação na pandemia

Gravar a novela na pandemia e deixar todos os episódios prontos antes da estreia aumentou muito a tensão de Cauã e de todo o elenco. Embora o artista comemore a liberdade para criar em cima dos personagens, ele acredita que a falta de retorno do público durante o processo é um dos fatores que causam insegurança. Não tem como consertar nada no meio. O que foi gravado é o que vai para o ar.

"O lado bom é que tenho certeza total do arco dramático dos meus personagens, sei quais caminhos eles vão seguir. Um dos irmãos está sempre reagindo ao que está acontecendo de uma forma silenciosa. Aí dependo muito da sutileza da direção para ajudar a contar a história e só pude construir esse silêncio por ter um arco dramático bem definido", valoriza.

Além de fazer a equipe gravar tudo antes da estreia, a pandemia também aumentou a carga dramática e os desafios no estúdio. Cauã conta que os protocolos da Globo foram muito rígidos, incluindo testagem todos os dias. Ao longo do trabalho, a equipe fez duas longas pausas por causa do isolamento social.

"Em alguns momentos fizemos uma novela corrida e em outros momentos fizemos um seriado, mas acredito que esse ritmo acabou trazendo qualidade. Em alguns momentos, não podíamos ter alguns atores por questões de saúde, em outros passamos por mudanças nos protocolos. A gente não conseguiu ter uma cronologia muito grande. Tudo isso exigiu um cuidado maior da direção", conta Reymond.

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