Catar e Arábia Saudita anunciam progressos na crise do Golfo

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(Arquivo) O chanceler do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani

Catar e Arábia Saudita reportaram nesta sexta-feira avanços na resolução da crise do Golfo, conflito diplomático que envolve os dois países e três vizinhos da região há mais de três anos.

"Fizemos alguns progressos em algum momento há mais de um ano. Depois, as coisas desaceleraram", declarou o chanceler do Catar, xeque Mohammed ben Abderrahmane Al-Thani, no Fórum de Diálogo do Mediterrâneo, realizado em Roma.

"Neste momento, há movimentos que esperamos que ponham fim a esta crise", indicou o xeque. "A unidade do Golfo é muito importante para a segurança da região. Esta crise desnecessária deve terminar sobre a base do respeito mútuo."

O chanceler saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al-Saud, declarou, por sua vez, que "um acordo final parece estar próximo. Sou moderadamente otimista em relação a um acordo próximo entre todas as nações na disputa, e que alcancemos uma solução que seja satisfatória para todos."

Arábia Saudita, Emirados Árabes, Barein e Egito cortaram relações com o Catar em 2017, acusando o país de apoiar grupos islamitas radicais e de conivência com o Irã, o que Doha nega. Os quatro países expulsaram os cataris de seus territórios, proibiram os aviões do Catar de sobrevoar seus espaços aéreos e fecharam suas fronteiras e portos.

Jared Kushner, assessor do presidente americano, Donald Trump, reuniu-se com o emir do Catar esta semana para discutir a crise diplomática. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou que tem esperança, mas que não irá se comprometer "com um calendário", já que um acordo poderia demorar.

Os esforços anteriores de mediação, dirigidos pelo Kuwait para resolver a crise do Golfo, não deram resultado.

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