Casal que insultou fiscal nega que intenção de ofender: “Frase ficou descontextualizada”

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Uma das regras diz que o beneficiário pelo auxílio não pode ter renda familiar superior a três salários mínimos. Ou seja, R$ 3.135 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Vídeo foi veiculado no Fantástico, da TV Globo, e viralizou (Foto: Reprodução/TV Globo)

O casal que confrontou um fiscal da prefeitura do Rio de Janeiro durante uma ação para impedir aglomeração negou que a intenção tenha sido desacatar Flávio Graça, superintendente da Vigilância Sanitária do município. Em entrevista ao portal G1, eles afirmam que não diminuíram o fiscal.

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Leonardo Santos Neves de Barros foi chamado de “cidadão” por Flávio e a esposa, Nível Valle Del Maestro, respondeu: “Cidadão não. Engenheiro civil formado. Melhor do que você”. O vídeo foi veiculado no Fantástico, da TV Globo, no último domingo, 5, e viralizou.

Ao G1, Nívea diz que não está arrependida da fala. “Hoje posso reconhecer minha alteração de voz e meu tom foi mal interpretado. Se a gente se arrepende de alguma coisa é de ter saído de casa”, afirmou.

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O casal estava em um bar que costumava frequentar quando a fiscalização da prefeitura pediu para que as pessoas fossem embora. Os dois questionaram e, como resposta, Flávio Graça teria dito: “Cidadão, vai lá na prefeitura para ver o procedimento”. Para Nívea, isso dava a entender que o fiscal não tinha obrigação de responder e interpretou o “cidadão” como algo pejorativo e quis defender o marido.

“Quando disse “melhor do que você”, quis dizer que ele sabe o que fazer aqui e fiscal, não. Ele não dava provas técnicas do que estava fazendo. O que eu quis naquele momento foi, de forma alguma, humilhar aquela pessoa”, relatou ao G1.

Ela justificou que a frase ficou fora de contexto e que o “sangue italiano” explica a voz alta. “Minha frase ficou descontextualizada”, no entanto, garantiu que em momento algum desacatou ou quis diminui o fiscal.

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Tanto Nívea quanto Leonardo ficaram desempregados após o ocorrido. Para eles, os ataques recebidos nas redes sociais são desproporcionais. “Nós já estamos sendo condenados sem direito de defesa. Nossa vida acabou. Perdemos nossos empregos e estamos sendo achincalhados. Estou recebendo ameaças por telefone e todos os nossos dados pessoais foram parar na internet. Os efeitos que isso causou na gente são desproporcionais”, disse Leonardo.

Eles terão de se mudar, pois não conseguem mais pagar o aluguel do local onde vivem.

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