Casa mal-assombrada como locação, atriz com cabeça raspada... Saiba bastidores de filme de Natal estrelado por Leandro Hassum

Naiara Andrade
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Todo ano é a mesma coisa: mercados e lojas lotados, trânsito infernal, árvore e luzes para montar, passas no arroz, peru no forno, tiozão do pavê, criançada correndo pela casa, cunhado inconveniente e vovô acomodado no sofá da sala, observando a agitação da família. Se você se identificou com as descrições, já sabe qual é a data em questão. Agora, imagine seu aniversário em 25 de dezembro... Essa é a vida de Jorge, protagonista de “Tudo bem no Natal que vem”, filme nacional com direção de Roberto Santucci que estreia na Netflix no próximo dia 3 para 190 países.

Leandro Hassum é o intérprete do pai de família rabugento, que não suporta ter que dividir as atenções com outro aniversariante muito mais importante que ele — Jesus Cristo, no caso. E se irrita com tudo o que envolve a festividade. Até que um dia, por falta de um Papai Noel para encantar a criançada da família, é forçado pela mulher, Laura (Elisa Pinheiro), a se fantasiar. Em cima da casa, com um saco de presentes, ele se desequilibra e despenca. A partir daí, sempre que acorda é o dia de Natal do ano seguinte. E os outros 364 vividos se apagam de sua memória.

— A primeira frase que veio à cabeça de Paulo Cursino, nosso roteirista, antes de escrever esse filme foi: “Nossa, já estamos em dezembro e eu nem vi o ano passar!”. Este 2020 foi atípico, todo mundo está vendo passar. Tem sido um ano duro, de todas as formas, e o filme chega como um presente para o espectador. “Tudo bem no Natal que vem” vem dar uma aliviada, traz uma mensagem de valorização de cada minuto perto de quem amamos — comenta Hassum.

Para Elisa Pinheiro, a obra encurta o caminho para a reflexão através do humor:

— Rindo, você reflete sem perceber, coloca em xeque crenças, repensa valores.

Rodado entre novembro e dezembro de 2019, o longa teve locação enigmática em São Conrado, na Zona Sul do Rio.

— A casa em que gravamos tem fama de ser mal assombrada por um fantasma chamado Meredith. Isso era motivo de piada o tempo todo. Ir ao banheiro sozinho dava medo; estourou um cano, culpa da Meredith; caiu a latinha, culpa da Meredith — lembra Miguel Rômulo, intérprete de Leo, um dos filhos de Jorge e Laura.

Apesar de ser uma comédia, “Tudo bem no Natal que vem” surpreende com momentos de muita emoção. Principalmente quando aborda a relação entre pai e filha, vivida por Arianne Botelho.

— Aninha foi uma personagem desafiadora, me fez olhar para a vida com mais sensibilidade. Raspar a cabeça para o papel foi um processo interno forte, amadureci como mulher e artista. Esse filme é um presente também para mim — afirma a jovem.

O motivo para tamanha transformação visual? Só assistindo a “Tudo bem no Natal que vem” para saber.

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