Caruso faz cartum sobre evolução da espécie após Caetano citar antepassados 'escuros'

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    Caetano Veloso
    Músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.02.2020 - O cartunista Paulo Caruso durante o lançamento do livro Tormenta - O governo Bolsonaro, crises, intrigas e segredos, na Livraria Martins Fontes, em São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 06.02.2020 - O cartunista Paulo Caruso durante o lançamento do livro Tormenta - O governo Bolsonaro, crises, intrigas e segredos, na Livraria Martins Fontes, em São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Enquanto Caetano Veloso discutia sua ancestralidade no Roda Viva desta segunda-feira e resgatava lembranças sobre seus pais e avós, que ele supõe que não fossem brancos, Paulo Caruso fez um cartum que atribuía "embranquecimento" à "evolução da espécie".

A ilustração surgiu a partir de um vídeo enviado pela jornalista Elisângela Roxo, que questionou quando Caetano tomou consciência de que é pardo. "Você tem conhecimento sobre os brancos, os pretos e os indígenas dos quais você descende?"

Caetano respondeu que seus pais "nasceram de mães que tiveram filhos com mais de um homem, nenhum dos quais foi casado com nenhuma delas" e, por isso, não tem uma "ideia clara de quem são" seus avós.

O músico explicou que só conheceu a avó materna, que era "branca baiana, branca brasileira", e que suas irmãs conheceram a avó paterna, mas, na época, ela tinha vitiligo, "então qual era mesmo a cor dela minhas irmãs não viram".

Ele acrescentou que sua mãe "parecia uma indiana" e seu pai era "um típico mulato", o que o leva a supor que o avô paterno fosse "preto ou mulato mais escuro", mas que não conhece bem sua ancestralidade por não ter conhecido ninguém.

Para ilustrar a resposta, Caruso pintou a silhueta de seis homens, o primeiro preto, o último branco reluzente, e escreveu que "a evolução da espécie Caetano veio embranquecendo".

Caruso afirmou à reportagem que não vê conotação racista na arte. "Não tenho essa postura. A evolução da espécie é uma ilustração conhecida. É em cima do coloquial da imagem. Não é um julgamento de qual é a evolução. Só utilizei uma imagem muito conhecida."

Procurado, o músico não comentou o caso até a publicação deste texto.

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