Carros de polícia prensam jovem chileno durante protesto em Santiago

Ricardo Moraes/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Atropelamento aconteceu em mais um dia de protestos violentos no país.

  • O jovem foi atropelado próximo à Plaza Baquedano, na capital Santiago, por volta das 19h.

Dois carros da polícia chilena atropelaram e prensaram um jovem nessa sexta-feira (20) em um novo dia de violentos protestos violentos pelo país. As informações são da CNN Chile.

O jovem foi atropelado próximo à Plaza Baquedano, na capital Santiago, por volta das 19h. De imediato, alguns manifestantes o socorreram, enquanto um grupo revidou contra os carros.

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Há variados vídeos do episódio circulando nas redes sociais. Informações oficiais sobre a identidade e o estado de saúde da vítima ainda não foram disponibilizados.

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Os confrontos violentos entre manifestantes e polícia vieram à tona novamente nessa sexta em vários pontos no centro de Santiago. Isso ocorreu após uma nova estratégia do governo para evitar a concentração de pessoas com um maior deslocamento de tropas, de acordo com a agência de notícias AFP.

A Intendência de Santiago (província), dois meses após o início dos protestos sociais, aplicou uma nova fórmula de "cooperação" da Plaza Italia, epicentro das manifestações, cercada e cheia de policiais, para evitar concentrações. Tradicionalmente, os protestos são mais lotados neste local na sexta-feira, exatamente.

"Não temos manifestações autorizadas naquele local e, portanto, não é apropriado que existam", declarou o prefeito de Santiago, Felipe Guevara, horas antes do início dos tumultos. Os incidentes estavam concentrados em torno da Plaza Italia e do Forestry Park, embora também chegassem à frente do palácio do governo.

"O que procuramos é que os direitos das pessoas que circulam ou vivem no setor Plaza Italia deixem de ser afetados. Queremos que policiais prudentes nas ruas, sem inibição, protejam os cidadãos de atos violentos", completou Guevara.

No entanto, à tarde, variados grupos de manifestantes, sobretudo de jovens, avançaram para a Plaza Italia e foram dispersados com força pela polícia, que usava gás lacrimogêneo e jatos de água. Cerca de vinte ciclistas foram os primeiros a derrotar a cerca da polícia, enquanto outros manifestantes a pé tentaram, sem sucesso, entrar na praça. Passada quase uma hora de luta, os manifestantes quebraram as cercas de metal e conseguiram superar os policiais, que tiveram que voltar às ruas próximas.

Já no local, renomeados para praça "Dignidade", eles plantaram uma bandeira chilena. Outro pequeno grupo de manifestantes marchou para o oeste até a Alameda Avenue – a principal artéria do centro de Santiago – até chegar à frente do palácio do governo, La Moneda, onde jogaram pedras na polícia que os dispersaram com gás lacrimogêneo.

Em 18 de outubro, os protestos no Chile eclodiram face ao aumento da tarifa do metrô de Santiago. Em seguida, os atos levaram a uma ampla queixa contra o governo de Sebastián Piñera e ao pedido de políticas sociais de maior igualdade.