Carol Dias lembra do trabalho na TV: 'Sentia medo'

Carol Dias é coach de finanças pessoais na internet (Foto: Reprodução/Instagram @caroldias)

Carol Dias se tornou um sucesso nas redes sociais. A modelo de 32 anos que integrou o ‘Pânico na TV’ por cinco anos transformou o interesse por finanças pessoais em trabalho e hoje fala sobre o assunto para quase seis milhões de seguidores. Mas antes dar uma virada na carreira e bombar com o canal Riqueza em Dias no YouTube, a morena enfrentou uma fase turbulenta: ela desenvolveu depressão no período em que participou no humorístico e também foi vítima de preconceito por ser uma ex-panicat falando sobre economia.

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Carol acredita que a direção do programa é responsável pela visão machista que o público pode ter das ex-panicats. “Acham que as mulheres do ‘Pânico’ são burras e isso é culpa da direção. As bailarinas do ‘Domingão’ estão lá dançando e são respeitadas pelo Faustão e pela Globo. Nós estávamos atrás de oportunidades, sustentando nossas famílias... Fui vítima de preconceito, mas se alguém me ofende, eu rebato. Eu estudei e não entrei no jogo para brincar”, diz em entrevista ao Yahoo. Hoje, cinco meses depois da criação do canal sobre finanças, ela se sente aceita pelo novo público porque comunica com propriedade.

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E os abusos que a youtuber sofreu no programa custaram sua saúde mental. Além de depressão, ela teve síndrome do pânico, bulimia e anorexia. Carol faz questão de abrir o jogo sobre o seu passado para que a história não se repita com outras mulheres.

“Sentia medo de ir trabalhar”

Carol trabalhou no 'Pânico na TV' por cinco anos (Foto: Reprodução/Instagram @caroldias)

“Algumas pessoas do ‘Pânico’ fizeram com que eu deixasse de acreditar em mim. Era um fantoche para eles. Fui injustiçada, me sentia infeliz e medo de ir trabalhar. Suportei várias coisas que hoje eu não suportaria”, relata. Ela, que levanta a bandeira do empoderamento feminino, conta que era obrigada a atacar outras panicats para representar uma personagem. “Eu era a brava e nunca quis humilhar outra mulher”, explica.

Carol, que está em tratamento até hoje, conta que pediu demissão em setembro de 2017, três meses antes do programa sair do ar. “Não aguentava mais, foi um alívio. Não conto o que passei em respeito ao Emílio [Surita, apresentador] e às outras pessoas que trabalharam lá”, diz. A coach de finanças está processando a Band e o caso corre em segredo de justiça. “Estou lutando pelos meus direitos como mulher. Não temos que ter medo, precisamos ir atrás dos nossos objetivos e ideais”, comenta a morena. De acordo com a apuração da reportagem do Yahoo, ela acusa a emissora de assédio (moral e sexual) e cobra direitos trabalhistas.

“Quero ajudar as mulheres a se aceitarem”

A saída da atração não foi definitiva para a cura de Carol. A youtuber ficou traumatizada e precisou lutar contra distúrbios psicológicos e alimentares. “Lembrava do ‘Pânico’ e tinha medo de sair na rua. Passei do limite com dietas e cheguei a chorar ao ver outras pessoas comendo. Olha o que um programa me fez passar... Não estou ‘cuspindo no prato que comi’, mas o ‘Pânico’ não me fazia um favor, eu trabalhava lá”, diz.

Há cerca de dois anos, ela decidiu falar sobre os seus problema nas redes sociais para o público entender que a vida na televisão não é um conto de fadas. “Quando contei da depressão, síndrome do pânico, bulimia e anorexia, muitas mulheres começaram a me agradecer e eu achava que seria bombardeada com críticas. Nada disso é motivo de vergonha. Não tem problema você ir melhorando aos poucos, com paciência. Hoje quero ajudar outras mulheres a se aceitarem e a se amarem como elas são”, finaliza.

A modelo e youtuber quer empoderar outras mulheres ao falar sobre saúde mental (Foto: Reprodução/Instagram @caroldias)