Xixi no Carnaval? Dicas de médicos para evitar problemas urinários

Banheiros químicos são os mais comuns em desfiles de blocos de rua (Foto: LEON NEAL/AFP via Getty Images)

Carnaval é uma época do ano em que tudo se intensifica e por conta disso a saúde pode dar uma baqueada após dias e dias de folia, pouco sono e muita bebida alcoólica.

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Para quem é foliã assídua dos mais diversos blocos que cruzam as cidades do país, usar o banheiro se torna um grande problema. Poucos e muitas vezes mal higienizados, os ambientes repelem as mulheres que acabam prendendo o xixi por mais tempo que deveriam isso pode trazer problemas.

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Para ajudar a lidar com essas situações da melhor forma possível conversamos com dois ginecologistas sobre que praticas e modo são mais saudáveis e seguros em situações extremas.

Xixi de pé

A maneira correta para a mulher de urinar é sentar ao vaso sanitário e jogar o dorso para frente, para os músculos da pelve relaxarem e esvaziar mais a bexiga. Mas isso é uma prática quase impossível se pensarmos que nas ruas o banheiro é químico. Forrar o assento também não é viável.

Para o ginecologista Dr. Rodrigo de Aquino Castro, membro da Federação Brasileira de Ginecologia, urinar em pé não é uma opção para o dia a dia, mas em casos extremos é válido. “Quando ela urina em pé, acaba não esvaziando a bexiga de forma total e acaba ficando um resíduo bexiga”, disse.

A Dra. Sônia Valentim também recomenda acessórios para auxiliar. “Tem uns cones que a mulher pode usar para fazer xixi em pé em banheiros públicos. Faça xixi em pé, mas não prenda! Nesse caso, dos males o menor”, pondera.

Uma outra opção também é o toilet portátil. Um saco plástico contendo um granulado que se transforma em gel em contato com a água. O recipiente pode ser descartado em seguida no lixo comum. Vale lembrar que em muitas cidades do país é crime fazer xixi na rua.

Higienização

Para quem vai passar o dia inteiro na rua emendando um bloco no outro vale o cuidado de levar formas de se higienizar após usar o banheiro. “É útil levar consigo lenço umedecido. Isso diminui chances de ter vulvaginite por fungo ou bactéria, por exemplo”, avisa o Dr. Rodrigo.

Para as mulheres que possuem algum tipo de alergia aos lenços umedecidos, tem outra opção: lenços de papel. Podem ser encontrados em pequenas embalagens que cabem na pochete escolhida para o look do dia.

Horários

Os médicos também atentaram para o horário de consumo das bebidas. “Uma tática é tentar diminuir o consumo de líquidos ao final do dia e tentar esvaziar a bexiga ao máximo possível. Porque no fim do dia os banheiros públicos realmente ficam mais complicados”, ressalta Rodrigo.

Em condições normais do dia a dia uma mulher deveria ir ao banheiro de 6 a 8 vezes ao dia, que pode variar muito durante a folia. Para quem gosta de consumir bebida alcóolica, esse número pode variar. “Nesse caso as destiladas são melhores por serem inibidoras diuréticas, diferente da cerveja”, explica Sônia.

Cistite

Os profissionais ainda atentam para um outro cuidado: as relações sexuais. No Carnaval elas podem se tornais mais facilitadas. “A principal causa da cistite, que é uma infecção urinária baixa, da uretra e bexiga, são as relações sexuais”, afirma o DR. Rodrigo.

Relembrando o uso da camisinha, masculina ou feminina, sempre a Dra. Sônia recomenda: “Lubrifique bem o canal vaginal e tente não ter várias relações no mesmo dia porque pode traumatizar a bexiga. Existem bactérias que habitam a bexiga naturalmente e que quando ela está lesionada a parede fica exposta e assim surge a infecção”, conclui.